Janja – Foto: Agência Brasil
Quem espera que a socióloga Janja Silva seja formal nos moldes de suas antecessoras, vai experimentar muita decepção nos próximos quatro anos. Espontânea, estilosa e dona de si, Janja, que não quer ser tratada como “primeira-dama”, terá lugar de destaque na gestão do marido, Luíz Inácio Lula da Silva. Paranaense de União da Vitória, filiada ao PT desde os 17 anos, funcionária de carreira da hidrelétrica Itaipu Binacional, ela iniciou o namoro com Lula em 2018, quando ele estava retido na sede da Polícia Federal, em Curitiba. O casamento aconteceu em maio de 2022, pouco antes do começo da campanha eleitoral.
O protagonismo de Janja reforça não apenas o empoderamento feminino, mas destaca a sua posição na esfera das alianças políticas e na humanização do poder executivo junto ao povo. Coube a ela organizar a festa da posse de Lula, com direito a festival de música (150 artistas estiveram no line-up) e entrega da faixa com representantes da sociedade brasileira (o ex-presidente, Jair Bolsonaro, deixou o País às vésperas de encerrar o mandato).
Janja – Foto: Agência Brasil
O traje de alfaiataria escolhido para a cerimônia foi desenhado pela estilista Helô Rocha (a mesma que assinou o seu vestido de noiva). Composto por calça pantalona, blazer acinturado com cauda franzida e colete, o modelo trouxe bordados feitos à mão pelas artesãs de Timbaúba dos Batistas (Rio Grande do Norte), que usaram palha e capim dourado para acentuar a brasilidade da roupa. O tom ouro do conjunto foi conseguido graças ao uso do caju e do ruibarbo como matérias-primas do tingimento. O par de brincos da grife de Flavia Madeira faz referência a fruta pitanga (e custa R$ 800) e deu toque despretensioso ao visual. Nos pés, ela escolheu repetir os sapatos de Juliana Bicudo criados para o casório, confeccionados de couro bege, com saltos médios e corações vermelhos estampados nas solas.
Janja – Foto: Agência Brasil
Na vibe de enaltecer a moda nacional e estimular o crescimento da indústria têxtil, o segundo look, desfilado durante o coquetel de posse com chefes de estado, foi um vestido roxo, com decote “V”, corpo transpassado e comprimento “longuet” (invenção da estilista francesa Juliette Longuet, tetraneta de Karl Marx), da collab entre Neriage e Helô Rocha, arrematado por capa plissada de mangas bufantes e sandálias na coloração cereja e estrelas cunhadas nas solas.
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