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Duda Batsow, a Jéssica de “Todas as Flores”, encara desafios e abraça oportunidades

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Foto: Fábio Audi
Ela tem só 18 anos e já emplaca sua segunda novela na TV Globo. A primeira foi “Amor de Mãe” e agora está em “Todas as Flores”, do Globoplay. Na trama de João Emanuel Carneiro, Duda Batsow vive a personagem Jéssica, jovem que, ludibriada, é levada para uma falsa fundação que, em vez de acolher jovens vulneráveis, funciona, na verdade, como fachada para uma fazenda de reprodução humana. Pouco tempo após sua chegada, Jéssica passa por um processo de inseminação artificial e engravida.
Duda começou a estudar teatro na Casa das Artes de Laranjeiras e foi indicada para um teste pela professora e preparadora Andrea Bacellar para a série “E aí, Comeu?”, de Marcelo Rubens Paiva, que foi o seu primeiro trabalho, aos 10 anos.
Além de atriz, Duda é uma empenhada surfista e tem no próprio pai um grande companheiro para as aventuras nas ondas do Arpoador antes que o dia amanheça. Estudante dedicada e organizada, iniciou em 2023 a faculdade de cinema, onde pretende entender mais ainda da engrenagem da qual participa, e acaba de gravar “No Ano que Vem”, série do Canal Brasil dirigida por Maria Flor e Mari Macedo, na qual interpreta Vitória, uma jovem que mora em Londres e é filha de Ana, protagonista vivida por Julia Lemmertz.
Sobre a representatividade negra no audiovisual, ela diz que isso nem deveria ser um assunto, que todas as pessoas deveriam ter seu lugar nas plataformas, mas vê evolução na presença preta. “Não posso dizer que não vejo evolução nenhuma, se você pega as novelas antigas e as de hoje dá para perceber. Isso não deveria nem ser um assunto, já deveria ser presente o lugar que os pretos têm no audiovisual”, diz.
Leia entrevista que a artista concedeu à Bazaar via Zoom.
Foto: Fábio Audi
Como começa sua carreira de atriz?
Então, em 2014 eu entrei na CAL (Casa das Artes de Laranjeiras) para fazer um curso de férias, TV e vídeo, e eu adorei, mas era um curso rápido. Na época eu adotei como um hobby. Depois, em 2015, fiz um curso de teatro de um ano, e adorei. Foi quando a minha professora disse que havia recebido um teste e perguntou se eu não queria fazer apenas como forma de conhecer o processo. Eu fiz e acabei passando para a série “E aí, Comeu?”. Acabei fazendo a série, onde eu fazia a filha do Marcos Palmeira com a Emanuelle Araújo, isso eu tinha dez anos, mas quando foi ao ar já estava com 12. Foi quando me dei conta de que era isso o que eu queria para a minha vida. E aí eu continuei fazendo cursos de teatro, até 2019, que foi quando eu entrei para “Amor de Mãe”. Depois de um tempo eu fiz “Todas as Flores.
E como surgiu a chance de fazer “Todas as Flores”?
A produtora de elenco também entrou em contato, porque ela havia trabalhado comigo em “E aí, Comeu?”, que foi meu primeiro trabalho, mas a gente não chegou a se encontrar pessoalmente. Como estávamos saindo da pandemia, foi um teste virtual. Fiz alguns testes para alguns personagens, o último foi da Jéssica. Pensei, nossa, essa personagem é interessantíssima.
E como você se preparou para a personagem?
Eu sempre me preparo com essa minha professora, a Andréa Bacellar, ela é incrível me ajuda muito.
Como você tem sentido a receptividade de sua personagem?
Desde o início deu para perceber que a galera tem uma empatia muito boa com o nosso núcleo, que é a nossa família, na novela. Tenho sentido uma receptividade muito boa, sobretudo agora na segunda temporada, quando o meu irmão já me encontrou. Tem sempre uma resposta muito boa do público.
Foto: Fábio Audi
Você é ligada em moda?
Eu gosto muito de moda, não entendo super, mas gosto muito, é algo que estimula meu lado criativo.
Você acha que a moda também é uma forma de expressão?
Totalmente! Eu estava até há pouco tempo observando os looks do Met Gala, porque parece que houve alguns que foram um tipo de resposta para o Karl Lagerfeld. Minha mãe, Priscila, é formada em moda, é estilista, então sempre tive essa influência. Inclusive, quando eu era pequena, dizia que queria ser estilista.
Você tem irmãos?
Tenho duas irmãs, com diferença de 10 e 13 anos entre mim e elas. Vitória e Beatriz. Elas são arteiras, mas são muito fofinhas.
Você surfa também, né? Como o surfe entrou na sua vida?
O surfe começou quando fui fazer uma viagem com o meu pai Renato e fomos para Martim de Sá, que é uma praia em Paraty, onde nada pode ser construído, é uma praia protegida. A gente acampa, porque lá não. tem nada, nem energia. É uma praia de surfistas, tem ondas boas, e ele me ensinou lá, eu tinha uns dez anos quando comecei. Mas aí eu fiquei com medo e parei por um tempo e só voltei na pandemia, foi como um refúgio, porque eram poucas as atividades que eram permitidas. A gente acordava umas 4h e íamos, quando entrávamos na água ainda estava tudo escuro, mas como a gente surfa aqui no Arpoador, tem um holofote, que ajuda um pouco, mesmo assim eu levava um monte de “caixote” porque não dava para ver nada (risos). A gente ficava até umas 7h porque depois tinha que voltar para casa para assistir aula online. Eu fui melhorando, já consigo fazer uma “batida” e tal, ainda não sou lá aquelas coisas, mas eu gosto bastante.
E até hoje você pratica?
Sim.
E que outras atividades físicas você faz?
Eu sempre fiz muitas coisas, vôlei, academia, mas o que eu gosto mesmo é o surfe. Já tentei jiu-jítsu também, que meu pai dá aula, mas não foi muito a minha. Acho meio bruto, aquele tatame fedido (risos).
Você estuda?
Estou fazendo faculdade de cinema, estou no primeiro período na PUC. É bom para entender tudo como funciona. Eu pretendo continuar atuando, ser atriz, mas acho importante entender sobre direção, lente, câmera.
Tem algum personagem que você gostaria muito de fazer?
Boa pergunta. Eu acho que fazer uma vilã seria interessante. Eu gostaria muito de fazer também uma personagem que surfasse, acho que seria incrível. Em “Amor de Mãe” eu era uma adolescente meio chatinha, que brigava muito com a mãe e tal, mas não chegou a ser uma vilã.
Você era muito novinha quando fez “Amor de Mãe”, como você se preparou para o papel de Carol?
Eu fique muito contente quando fui aprovada, ainda mais uma novela das 21h, e fique nervosa e com muita adrenalina. Eu me preparei da mesma forma que me preparei para a Jéssica, com a minha professora. Eu digo que ela é a minha fada madrinha do teatro. Em “Amor de Mãe” eu fui aprendendo também.
Foto: Fábio Audi
Como você concilia seu tempo entre estudo e trabalho?
É difícil, mas eu vou equilibrando as coisas. O mais difícil foi com a Jéssica, de “Todas as Flores”, porque pegou bem a fase da minha conclusão de curso, é aquele momento em que você está estudando para vestibular, e a Jéssica exigia muito de mim, até porque tem uma carga dramática enorme. Eu gosto muito de fazer uma agenda, visualizar tudo o que tenho que fazer na semana.
E quais são os próximos projetos, o que você gostaria de fazer daqui para frente?
Eu até já gravei uma outra séria, que é da Maria Flor e Mari Macedo, “No Ano que Vem”, em que eu faço a filha da Julia Lemmertz. Minha personagem é a Vitória, uma jovem que vive em Londres e estuda moda. Isso foi uma coisa que decidimos, eu achei que ela tinha cara de quem estudava moda (risos). Ela é toda estilosa, usa roupas e unhas coloridas. É uma série bem bacana, que tem cinco capítulos. A vitória tem uns conflitos com a mãe no início, mas depois vai dando certo, no final.
Como foi trabalhar com a Julia Lemmertz?
Ela é incrível, muito querida. Uma atriz generosa, que conversa muito sobre todos os assuntos.
E a série estreia quando?
A estreia ainda não está confirmada, mas acho que vai ser no segundo semestre deste ano.
Você é muito novinha e já está engrenada em vários projetos, como vê isso?
Eu sou muito ativa, quero trabalhar, fico muito contente com tudo o que está acontecendo. Quando a minha mãe tinha uma outra empresa, que era de food truck, de culinária americana, eu pedia para ficar no caixa. Fico feliz de estar conseguindo trabalhos tão interessantes como os que venho fazendo, ainda mais com a idade que tenho. Porque não são contratos extensos, quando acaba um, você já tem que ir para outro.
Como é a Duda e as redes sociais?
Então, isso é um problema, porque eu sou bem ruim de tecnologia. Eu posto, mas não tenho um compromisso com isso, eu deixo fluir. Sei que é importante, sobretudo pela minha profissão, você ter uma rede social ativa, acaba fazendo falta. Eu acompanho, olho, mas, como disse, sinceramente, eu não tenho esse compromisso, acho meio chato.
Foto: Fábio Audi
Como você vê atualmente a representatividade preta no audiovisual?
Eu acho que é sempre um assunto que tem que evoluir. Mas eu acho também que as pessoas estão abrindo a cabeça, o que já está mais do que na hora. Eu vejo que tem aumentado a representatividade, tenho visto algumas coisas, mas em certos momentos vemos que pecam nesse assunto. Eu acho que sempre tem lugar para evolução nesse tema. Não posso dizer que não vejo evolução nenhuma, se você pega as novelas antigas e as de hoje dá para perceber. Isso não deveria nem ser um assunto, já deveria ser presente o lugar que os pretos têm no audiovisual.
E no seu tempo livre, o que você gosta de fazer?
Eu gosto de surfar, obviamente, e gosto de ir à praia, ficar lendo. Gosto muito de estudar meus textos na praia, que é um lugar tranquilo, não aos domingos, claro, mas durante a semana pela manhã, é muito bom. Gosto também de assistir séries, encontrar os amigos, ficar com meu namorado, a família.
E seu namorado é da sua área também?
Não, nada a ver, o Gabriel estuda administração. Nós nos conhecemos no metrô.
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