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Vanessa da Mata desbrava novos ritmos

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Vanessa da Mata – Foto: Divulgação
Os personagens do imaginário de Vanessa da Mata são como os da literatura. Basta fechar os olhos e fantasiar. Não seria diferente no novo e sétimo álbum de inéditas. Cada uma das 13 músicas de “Vem Doce” surgiu como uma crônica brasileira com personagens muito típicos e ritmos que vão do pagode ao rock, do bolero ao reggae, passando pelo piseiro, trap até chegar à MPB, já desbravada pela cantora.
O nome seria “gigante”, como foi o antecessor “Quando Deixamos Nossos Beijos Na Esquina”, de 2019, “só que mais dramático”. Talvez um dia ainda use o título, mas o amigo e DJ Zé Pedro a convenceu em lançar algo mais breve. “A ideia sempre foi trazer o tropical. Como é um trabalho, realmente, brasileiro traz todos os personagens do Brasil”, conta ela, que chamou alguns nomes da nova geração para collabs em um projeto que demorou dois anos para ficar pronto.
A história toda por trás das parcerias começou com trocas de mensagens no Instagram. O primeiro foi João Gomes, que tão logo trocou direct messages (DM, ou mensagens diretas em português) com ela já estava fazendo videochamada com a mãe e todos emocionados. “Pouquíssimos meninos muito ricos têm a cultura musical dele”, elogia, citando entre o gosto eclético dele artistas como Belchior, Luiz Gonzaga e a própria cantora.
Foi quando ele a chamou para o seu DVD, para interpretar “Amado” e “Só Você E Eu”. No dia desse show em Recife, conheceu L7nnon – que também havia mandado mensagem na rede social, oferecendo-se para uma parceria. E lá foram eles para o estúdio com Papatinho – responsável por hits de Anitta, Criolo, Gabriel o Pensador, além de faixas lançadas por ele mesmo sob seu nome ou com O ConeCrewDiretoria. Vanessa está acostumada a criar letras e músicas a partir de bases. Em estúdio, havia mais de 30 delas à escolha. “Faço muito no improviso. A faixa-título é uma delas. O álbum já estava fechado quando entrou”.
Se no anterior, ela tinha todo um mote ou fio condutor, neste novo gostaria de se aprofundar em ritmos brasileiros. Uma música a ser lançada mais para frente em uma versão deluxe do projeto sintetiza esse momento. Para a mato-grossense, a escrita é quase terapêutica, uma catarse, como descreve. “Necessidade diária. Dever comigo mesma. Geralmente, vou para um lugar e escrevo”, complementa. Muitas vezes, além da letra já tem ideia da musicalidade. “Alguma coisa no celular ou caderno de anotações”, fala a adepta do off-line.
Está apaixonada por “Menina”, homenagem à sua madrinha musical Maria Bethânia. “Acordo com ela na cabeça”. Queria que ela tivesse feito parte da faixa mas acabou não dando tempo. O disco mostra um lado sem filtros de Vanessa, sem papas na língua, versando sobre racismo, política, religiões de matriz africana, relacionamento e sexo.
Entre muitos personagens, ela apresenta uma “amiga fofoqueira” na faixa homônima. “Com certeza sou uma delas, mas do bem”, brinca. “A gente não está falando de fake news, mas uma fofoca saudável, contar novidades de mercado”. A edificante, como diria a internet. “Fiz porque uma amiga querida, que infelizmente faleceu, se estivesse viva, estaria rachando o bico. Ela não era fofoqueira, mas só dizer isso já é muito engraçado. Chorava de rir das coisas mais absurdas, de qualquer Instagram de bobagens, do inesperado que se ouve das crianças. Contar causos e dar risada”, arremata.
Durante a pandemia, ela passou a pintar. Em seus quadros, há figuras e corpos femininos em telas avantajadas. “Deixei de lado a escrita e passei a me expressar pela pintura. Foi delicioso”. Foram cerca de 40 quadros até agora, que devem ganhar o mundo em breve. Vanessa despista, mas recebeu convites para expor. Está estudando a viabilidade, visto que o lockdown atrasou as agendas. “Vamos ver onde dá”. E alivia: “pintar foi imprescindível, para falar a verdade. Porque era uma angústia tremenda, em especial no nosso meio. A gente deixou de fazer aquilo que estava acostumado, o nosso trabalho”.
Além da música e das artes, Vanessa está em processo de escrita do sucessor de “A Filha das Flores”, seu romance de estreia, lançado em 2013. “Demoro muito a engrenar em uma história, porque acho que todas são ruins”, diverte-se “Estou lendo, tateando para ver onde ele vai”. De certo, sabe que será um novo romance. “Tem uma certa cobrança para fazer um novo livro. As pessoas gostam muito do primeiro. E pedem um segundo. Só que não é assim. É uma imersão que requer tempo e dedicação gigantes”.
Vanessa ainda se prepara para dar vida à Clara Nunes no musical de Jorge Farjalla com produção de Marco Griesi, previsto para o fim de 2024. O que se sabe até agora é que o roteiro está em fase de escrita, depois entra para captação de recursos e será uma “produção enorme com elenco gigante”. Em qualquer uma das frentes que Vanessa se compromete, vai ter fatalmente um ar de mistério para que, lá na frente, todos se surpreendam – positivamente. Até aqui, tem sido sempre assim.
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