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Tendência: o tartan é o rei dos xadrezes neste inverno

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Vivienne Westwood – Foto: Divulgação
Em abril de 1775, Paul Revere, mensageiro na Guerra de Independência dos Estados Unidos, supostamente alertou seus compatriotas americanos sobre a invasão dos colonizadores britânicos com o grito: “Os ingleses estão chegando!”. Mais de dois séculos depois, bem poderia ser a exclamação de um editor de moda seguindo a última temporada de desfiles, em que os tartans dominaram as passarelas.
Dior – Foto: Divulgação
Se voltar na História para buscar as origens do tartan é um mergulho profundo demais para resumir em poucas palavras, encontrar suas raízes no imaginário fashion é um exercício bem mais rápido. Favorita do rei George IV do Reino Unido, essa padronagem xadrez se transformou na “roupa nacional” ainda no século 19 e, décadas mais tarde, já havia dominado completamente o guarda-roupa da Rainha Vitória e seu marido, o príncipe Albert.
Etro – Foto: Divulgação
Com a etiqueta vitoriana, que ditava trocas incessantes de roupa ao longo do dia, e as novas possibilidades de tingimentos artificiais nascidas com a Revolução Industrial, o tartan – em todas as suas novas variações – criou um verdadeiro culto às Highlands (as Terras Altas, ao norte da Escócia, berço da padronagem) e se tornou uma herança familiar: enquanto o dandy e futuro rei Edward VIII ostentava seus xadrezes em viagens no começo do século passado, o desenho virou tendência internacional.
Saint Laurent – Foto: Divulgação
O tartan se tornou aspiracional; uma forma very à la mode de copiar os gostos da realeza. Isso, é claro, até o movimento punk das décadas de 1970 e 1980 ressignificar seu sentido e transformar o xadrez em uma crítica ao conservadorismo anglo-saxão.
Stella McCartney – Foto: Divulgação
Cheio de nuances e contradições, das mais políticas às mais superficiais, o desenho se tornou desejo ao fundir o luxo e o casual, o instinto rebelde e a caretice. Tudo, principalmente, com um completo desprezo pelas barreiras de gênero: era (e é) tão fashionable em um pastor escocês quanto na princesa Diana.
Com tanto repertório e possibilidades, a paixão da moda e seus seguidores era natural – e o efeito mais recente foi transformá-lo em protagonista de muitas passarelas da última temporada. O que nos anos 1990 era grunge, agora é puro glamour. Será esse o aguardado retorno da anglofilia, em que beber da fonte de tendências inglesas tem o mesmo sabor que chá com leite?
Zimmermann – Foto: Divulgação
Há 30 anos, essa obsessão já mostrava, sem filtro, seu potencial para contradições. Entre alguns estilistas, ainda era um flerte com o establishment continental elegante, caso de Ralph Lauren, que não resistiu ao movimento e levou o tartan para sua clientela americana, estabelecendo uma das principais bases da tendência old money que, apesar de old fashioned, virou febre nas redes sociais em épocas recentes.
Entre outros, menos interessados em seguir ou ditar as regras, o xadrez virou sinônimo de revolução. Vivienne Westwood e Alexander McQueen estavam mais do que satisfeitos em provocar o status quo. Na temporada de inverno 1993-1994, a “mãe do punk” incorporou a tradição escocesa em sua coleção Anglomania, em que criou seu próprio tartan, batizado de MacAndreas, em homenagem ao seu marido, Andreas Kronthaler, hoje diretor-criativo da marca. Em março de 2023, ele reviveu a paixão da esposa (falecida em dezembro passado) pela padronagem, em seu primeiro desfile desde que se tornou viúvo.
Na temporada de inverno 1995, McQueen lançou sua coleção celebrada Highland Rape, cheia de tartans politizados.
Burberry – Foto: Divulgação
Com tanta força de comunicação, a padronagem também não passou despercebida por Daniel Lee, que a transformou em protagonista em seu desfile de estreia na Burberry, com combinações de cores inusitadas que viraram assunto em todas as plataformas digitais.
Issey Miyake – Foto: Divulgação
O desfile deu a primeira nota do ritmo cheio de xadrezes que permeou toda a temporada, das passarelas mais inglesas, incluindo Stella McCartney, às mais francesas (de Saint Laurent à Christian Dior) e japonistas, como Issey Miyake. O tiro é cruzado e as linhas também: com iterações diversas, o tartan é cada vez mais o desejo do momento – e sem previsão alguma de desaparecer.
O post Tendência: o tartan é o rei dos xadrezes neste inverno apareceu primeiro em Harper’s Bazaar » Moda, beleza e estilo de vida em um só site.

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