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Royal Mansour reúne a cultura, a tradição e as belezas marroquinas

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Anna Paulo Buchalla no Marrocos – Foto: Divulgação
A lendária paixão de Yves Saint Laurent por Marrakech sempre me intrigou: “a cidade me abriu os olhos para a cor”, justificou o estilista francês. Conhecer a cidade imperial de souks labirínticos e energia fora do comum, rodeada de palmeirais, era um sonho antigo. Descobri suas cores, cheiros, sabores e história condensados em um único lugar, o Royal Mansour, que celebra um resumo de tudo isso, somado à arte de receber incrivelmente bem do povo marroquino.
Quando o rei do Marrocos decidiu criar o hotel para receber autoridades, chefes de estados e famílias reais do mundo todo, tinha em mente enaltecer e preservar a herança artística de lá. Mais de 1.500 artesãos foram encarregados do projeto, onde não há quartos, mas riads – 53 ao todo – que reproduzem as casas tradicionais marroquinas.
Vista interna de um riad – Foto: Divulgação
Cada riad é construído em volta de um pátio aberto com uma ou mais fontes d’água e um jardim interno. Tipicamente, tem três andares, incluindo o terraço. A sensação é de ser mesmo um convidado do rei, com todo o requinte e atenção, sem descuidar da privacidade. Cada riad com seu próprio mordomo, mais do que empenhado em tornar a estadia inesquecível. Eles se movimentam por meio de portas secretas e entram e saem sem que sejam notados por um labirinto subterrâneo de serviço, inspirado no funcionamento da Disney, o que dá uma ideia do treinamento e cuidado dos funcionários. Aliás, o serviço impecável já começa no aeroporto, onde os hóspedes, e apenas eles, têm acesso a um fast track, evitando filas.
O Royal Mansour fica nas antigas muralhas da Medina, a cidade velha de Marrakech, perto da famosa praça Jemaa El Fna, com vista deslumbrante das montanhas do Atlas.
Detalhe do spa, considerado o melhor do mundo – Foto: Divulgação
Minha primeira parada foi no spa, considerado (e é!) o melhor do mundo. No átrio branco com treliças de metal, aguardo para conhecer o autêntico hammam marroquino, um ritual oriental de purificação onde me deixo levar pelas mãos de uma profissional: deitada sobre uma placa de mármore aquecida, ela esfolia, enxagua, hidrata e massageia o meu corpo. Saio com a alma revigorada, em uma das melhores experiências de spa da minha vida. Sem falar na pele, que se mantém macia e com brilho por dias… Tudo no spa é de qualidade impressionante: da piscina com teto de vidro à academia, com os equipamentos mais tecnológicos da italiana Technogym.
Minha primeira refeição foi no restaurante La Table, com clássicos locais (tajines inesquecíveis!) e internacionais. Há mais três restaurantes no hotel e todos valem cada minuto em suas mesas. No restaurante Sesamo, que impressiona pelas louças de Murano, o cardápio italiano, com influências venezianas, é assinado por Massimiliano Alamjo, cujo restaurante Le Calandre, três estrelas Michelin, é um dos 50 melhores do mundo. Conheço ainda a adega do hotel, com rótulos de preços indecentes, mas que tem também boas e acessíveis opções do próprio Marrocos.
Produtos artesanais nos souks marroquinos – Foto: Divulgação
Depois sigo por um delicioso (e tumultuado e barulhento e muito divertido) passeio pelas vielas do souk, o mercado da Medina com centenas de lojinhas, bancas e vendedores. O objetivo aqui é mesmo se perder, porque dificilmente você conseguirá voltar pelo caminho por onde entrou.
Visito o Palácio Bahia, uma das obras arquitetônicas mais importantes de Marrakech, e o Palácio Dar el Bacha, onde faço uma parada no Bacha Coffee, datado de 1910 e reaberto recentemente após mais de 60 anos fechado. Atrações óbvias, porém imperdíveis, são os Jardins Majorelle, onde Saint Laurent viveu com o companheiro, Pierre Bergé e, ao lado, o museu dedicado ao designer, onde estão expostas algumas das suas criações mais marcantes.
A bordo de uma moto pilotada por guias locais, os Marrakech Insiders, sou levada a um dos passeios mais incríveis e exclusivos da cidade: o Riad de Serge Lutens, icônico maquiador, diretor criativo, fotógrafo, cineasta e perfumista, que trabalhou para a Dior e colaborou com nomes como Richard Avedon e Diana Vreeland em editoriais dos anos 1960. Nas últimas quase 50 décadas, recluso e excêntrico, comanda a obra (sem data para acabar) de um opulento palácio labiríntico no coração da antiga medina, em que abriga sua coleção de arte (a maior e mais valiosa exibição particular de pinturas orientais), sua biblioteca e seu laboratório de perfumes, com matérias-primas raríssimas.
O lobby do Royal Mansour – Foto: Divulgação
Quando o rei Mohammed VI do Marrocos viu as acomodações de Lutens, perguntou se ele poderia receber visitas dos super VIPs do Royal Mansour. Agora, elas estão disponíveis para os hóspedes do hotel, que, concluo, é um retrato bem acabado do Marrocos, com suas belezas artesanais e imperfeições, em uma simplicidade impressionante apesar de todo o luxo envolvido.
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