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“Questões contemporâneas de sustentabilidade”, diz Oskar Metsavaht sobre curta

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Foto: Divulgação
Oskar Metsavaht é conhecido por suas preocupações sócio-ambientais. Não só na moda, mas em outras áreas, como o design e artes visuais. “Caiçara”, seu novo curta, faz parte de uma antologia, intitulada “Interactions”, com diferentes diretores ao redor do globo – 12, no total – que retratam interações entre humanos, vida animal, ecossistemas, meio ambiente e mudanças climáticas. O filme chega à TV com exibição neste sábado (22.04), às 22h, na SescTV.
“Foi feito pensando nos brasileiros. Como o filme era para fazer alguma coisa em relação ao Rio de Janeiro, na questão da pesca predatória industrial e chamar atenção da necessidade disso, é um docu-ficção que se propõe a trazer as questões contemporâneas de sustentabilidade“, conta à Bazaar. “Não me considero um cineasta, obviamente, mas esse projeto mostra que criatividade, desejo de expressar conceitos podem ser feitos através de qualquer plataforma” (leia a íntegra abaixo).
Para a fundadora da ART for the World, Adelina von Fürstenberg (curadora de arte internacional e desenvolvedora de “Interactions”), esse tópico oferece infinito campo de investigação com dimensões filosóficas, antropológicas e sociais que tratam de questões como o ecossistema, a biodiversidade, a poluição e as alterações climáticas. “Este tem sido um bom campo de reflexão – atravessado por pessoas criativas e inspiradas – que levanta questões ligadas às tradições, ética e estética, e toca no nosso receio com relação ao estrangeiro e o desconhecido”, explica.
O longa-metragem Interactions, produzido pela ONG ART for the World, é uma antologia de 12 curtas-metragens originais que retratam os vínculos e interações entre humanos, vida animal, ecossistemas, meio ambiente e mudanças climáticas. Composto por produções do gênero docu-ficção, animação, comédia, drama e ficção científica, levam o espectador a conhecer histórias capturadas em cenários de nove países e diferentes diretores além de Oskar: Takumã Kuikuro (Brasil), Faouzi Bensaïdi (Marrocos), Clemente Bicocchi (Itália), Anne De Carbuccia (França/EUA), Eric Nazarian (Armênia/EUA), Bettina Oberli (Suíça), Idrissa Ouedraogo (Burkina Faso), Yulene Olaizola e Rubén Imaz (México), Nila Madhab Panda (Índia), Janis Rafa (Grécia) e Isabella Rossellini (EUA).

Foto: Divulgação
Qual é o mote do curta e a intenção do filme?
Foi feito pensando nos brasileiros. Como o filme era para fazer alguma coisa em relação ao Rio de Janeiro, na questão da pesca predatória industrial e chamar atenção da necessidade disso, é um docu-ficção que se propõe a trazer as questões contemporâneas de sustentabilidade. Queria que tocasse a nós mesmos, reconhecendo o que temos aqui. A cultura caiçara é interessantíssima, porque é a miscigenação, do povo africano, europeu e indígena. Trouxe aspectos da nossa gastronomia, a relação da vida costeira no mar… Esses conhecimentos ancestrais, passados de pai para filho, da relação do homem com a natureza… Nada melhor do que ser um jovem caiçara que nos contasse essa história.
Qual a maior experiência ou legado que este filme trouxe para você?
Realizar esse filme, participar desse longa-metragem internacional, a outra experiência minha de expressão em uma plataforma diferente. Vocês conhecem meu trabalho, na moda, no design, como artista visual e outros curtas. Gosto de experimentar outras plataformas como forma de expressão. E o meu ativismo socioambiental e cultural brasileiro, ele permeia isso. O legado, para mim, é mais uma experiência em uma plataforma diferente. Não me considero um cineasta, obviamente, mas esse projeto mostra que criatividade, desejo de expressar conceitos, olhar, visão, experiências emocionais ou reais podem ser feitos através de qualquer plataforma. Cada uma diferente, na sua forma de expressão. Esse filme é uma Osklen ou meu estúdio de arte, ou o instituto E ou a Unesco. São minhas plataformas, e está tudo junto.
E a missão deste projeto?
Levar a arte como manifesto em relação ao homem com a natureza. Então, parcerias continuarão existindo (a partir) dela, e não só através de cinema, mas de projetos. Uma das coisas mais importantes da continuidade do meu filme “Caiçara”, é ser divulgado internacionalmente. Sou embaixador de sustentabilidade da UNESCO e embaixador dos Oceanos na ONU. Uma das minhas funções é levar a cultura dos oceanos para a sociedade. Então, o filme – como ele toca nessa questão de ancestralidade e da simplicidade dos conhecimentos desse jovem caiçara – acho que toca nas questões da relação do homem com os oceanos. Além disso, vai participar de aberturas de congressos, conferências relacionadas aos oceanos, tanto da UNESCO quanto na ONU.

Foto: Lu Prezia
Amazônia
Os quase 30 anos de vivências de Oskar Metsavaht na floresta e o contato com povos originários fizeram o artista, designer e ativista ambiental ressignificar a Amazônia através da arte e da sustentabilidade. Resultado dessa imersão pode ser conferida no 6º andar do hotel Rosewood São Paulo – restrito a hóspedes – ao lado de outros artistas brasileiros contemporâneos. Fotografias da série Interface II — Homem, cosmos e floresta, produzidas a partir da sua vivência em ritual xamânico com a tribo Ashaninka fazem parte dessa coleção privada.
Em outra área do hotel, ele apresenta a exposição Amazônia – Oskar Metsavaht, com a série Amazon Guardians, sobre sua expressão e visão sobre a região. O visitante ainda poderá adquirir fotografias em edição limitada, com impressão fine art sobre papel algodão, datadas e assinadas pelo artista, assim como peças da Osklen das coleções Amazon Guardians.
Amazônia – Oskar Metsavaht
Entrada gratuita
Hotel Rosewood São Paulo (R. Itapeva, 435 – Bela Vista, São Paulo/SP)
:: rosewood.com

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