Novo álbum de Urias está previsto para o primeiro trimestre de 2023 – Foto: Gabriel Renne
Urias – que já foi capa de Bazaar – tem explorado novas sonoridades ao entoar as músicas de seu recém-lançado EP “Her Mind”, dividido em duas partes – a primeira ganhou os streamings em maio, e, a outra, agora em novembro. Uma terceira chega para concretizar o segundo álbum dela, previsto para março. O sucessor de “Fúria” tem como produtores a Brabo Music (Pablo Bispo, Maffalda, Rodrigo Gorky e Zebu), e coloca a artista para falar de outros temas, que fogem do corpo. E cantar em outros idiomas, também.
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“Queria mostrar complexidade, me naturalizar e me humanizar. Levar para o biológico”, conta a mineira, que pretende expandir as fronteiras musicais com feats internacionais no próximo trabalho. “Quero tentar algumas parcerias, sim. Não vou falar nomes para não agorar. (risos). Quero confirmar primeiro as coisas, mas quero tentar parcerias internacionais. Vamos ver no que dá”, promete.
A artista quis apresentar novas possibilidades aos ritmos brasileiros, sempre puxados pelo funk ou MPB. “Uma perspectiva de fora do País para dentro. Fazer a música brasileira ter outras possibilidades, porque a gente tem muita coisa aqui”, explica. O pop eletrônico de “Neo Thang”, com pitada de latinidade futurista, ganhou clipe para lá de sensual com direção criativa da própria Urias. No álbum completo, ela vai poder explicar mais de onde tirou toda a inspiração para o trabalho. “O que quero dizer com trabalhar a partir da mente, a partir do cérebro, a partir dessa estética”.
Leia a entrevista:

Harper’s Bazaar – Quem foi a Urias que se descobriu nesse novo trabalho, visto que no primeiro era algo mais externo e imagético e nesse, como o nome sugere, você quis mostrar o que havia na sua mente?
Urias – Ainda estou descobrindo muito sobre mim, não só por causa desse trabalho, mas por causa da vida. Quis mudar a narrativa para a mente, já que tudo me força a falar do meu corpo. Quis forçar que as pessoas falassem e especulassem sobre a minha mente. Foi aí que eu mirei e quis mostrar essas possibilidades. Queria mostrar complexidade, me naturalizar e me humanizar. Levar para o biológico!
HB – Se corpo e mente foram os temas dos dois primeiros EPs, o que imagina para o álbum, que é a junção de todas as partes desses EPs?
Nos dois primeiros EPs, estou falando da mente mesmo. Não exatamente sobre o corpo… Uso o corpo para fazer esse paralelo, de corpo e mente. No álbum completo, vou poder explicar mais de onde tirei toda a inspiração. O que quero dizer com trabalhar a partir da mente, a partir do cérebro, a partir dessa estética que a gente escolheu de tomografias, das cores magnéticas. A terceira parte vem cheia de informação para amarrar toda a ideia.
Cliques dos bastidores de “Neo Thang” – Fotos: Gabriel Renne
Queria que me contasse um pouco sobre a sonoridade desse novo trabalho. Quais foram os ritmos que te levaram a ele? E o que podemos esperar do álbum?
Quis apresentar uma nova possibilidade de fazer o ritmo brasileiro, de fazer música brasileira. Uma perspectiva de fora do País para dentro. Fazer a música brasileira ter outras possibilidades, porque a gente tem muita coisa aqui. Dá para criar muita coisa a partir do que a gente está construindo agora, enquanto indústria musical, e possibilidades em aberto. Tem tantos artistas abrindo caminhos pelo mundo, então é sobre explorar, também.
Foto: Gabriel Renne
Por falar em álbum, as faixas que entrarem desses trabalhos vão ganhar nova sonoridade no álbum? E podemos esperar participações especiais? Ou, por ser um trabalho mais autoral e que te mostra como artista, quer levar assuntos que te reforçam enquanto artista? Digo isso porque ouvimos de muitos artistas que o segundo álbum é mais difícil de fazer, uma vez que ele reforça a identidade, enquanto o primeiro se teve a vida inteira para fazer e pinçar detalhes daqui e de acolá…
Estou deixando as coisas me levarem, não estou sentindo essa pressão. Só estou fazendo as coisas! O que estou com vontade, o que eu quero fazer… Todo mundo fala que o segundo álbum é (mais tenso) e, agora, estou me dando conta que é o meu segundo. Não só reforça a identidade, mas tem que se forçar para acrescentar alguma coisa. Deixei para fazer a terceira parte por último para ver como as outras duas iam ser aceitas e abraçadas. Entender o que eu pensava quando eu fiz o todo. Quais possibilidades posso abraçar, quais parcerias posso chamar. Quero tentar algumas parcerias, sim. Não vou falar nomes para não agorar. (risos). Quero confirmar primeiro as coisas, mas quero tentar parcerias internacionais. Vamos ver no que dá. Estou muito feliz!
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