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Paloma Bernardi vive relacionamento tóxico em “Ninguém é de Ninguém”

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Paloma Bernardi – Foto: Sérgio Baia
A atriz Paloma Bernardi retorna às telonas como Gioconda no filme “Ninguém é de Ninguém”, dirigido por Wagner de Assis e baseado no livro homônimo de Zíbia Gasparetto. No elenco, ainda estão nomes como Danton Mello e Carol Castro. Apesar de a obra ter sido lançada em 2003, duas décadas atrás, os temas tratados seguem mais atuais do que nunca.
“Por meio da minha personagem acho que conseguimos ver o quanto a saúde mental pode prejudicar sua própria vida, o quanto pode ser sua maior inimiga. Gioconda é uma mulher rica, bonita, elegante, tem uma boa casa, uma família, dois filhos, um homem maravilhoso ao lado, só que ela é tão insegura que, diante de um gatilho, ela deixa o ciúme aflorar, a possessividade, e isso faz com que ela tome atitudes extremas”, diz.
Para retratar o turbilhão de emoção nas telas, a atriz precisou passar por uma jornada intensa de autoconhecimento, revendo as próprias relações, comportamentos e sua relação com saúde mental e amor-próprio. “Achava que estava bem resolvida. Resolvi buscar terapia na pandemia, tive crises de ansiedade por questões pessoais. [….] Isso tem me feito uma mulher mais madura e pé no chão para lidar com adversidades, não ser tão impulsiva, trabalhar o amor-próprio. As mulheres em especial, a gente não se observa nesse lugar. Trabalhando o autoconhecimento a gente percebe o quanto deixa de se amar para viver certos relacionamentos.”
Leia a entrevista completa abaixo:
Gioconda é uma personagem complexa, cheia de nuances e camadas. Como foi a sua preparação mental para viver essa personagem?
Através da minha personagem eu acho que a gente consegue ver o quanto a saúde mental pode prejudicar sua própria vida, o quanto pode ser sua maior inimiga. Gioconda é uma mulher rica bonita elegante tem uma boa casa uma família, dois filhos, um homem maravilhoso ao lado, só que ela é tão insegura que, diante de um gatilho, ela deixa o ciúme aflorar, a possessividade, e isso faz com que ela tome atitudes extremas.
A preparação passou por buscar o autoconhecimento e tentar entender se aquilo que você está vendo é real ou não, se você está sendo abusado ou abusivo sem perceber. O pior inimigo do ser humano hoje é a própria humanidade. No filme, a gente trata da violência doméstica contra a mulher, mas existe agressão no trabalho, relações toxicas familiares, com amigos. Todos esses assuntos estão no nosso filme de maneira latente principalmente para que mulheres podem acordar diante do que estão vivendo dentro de suas cassas, denunciar e buscar ajuda.
Quais foram alguns dos ensinamentos que essa personagem te deu?
Desde a pandemia eu sinto que a sociedade está buscando mais o autoconhecimento, quando mais a gente se conhece, entende nossos limites, valores, princípios e consegue se comunicar melhor, interagir melhor com o outro e ter melhores relações. A gente vem levantando a bandeira de encontrar nosso lugar de reconhecimento, de potência, que somos mulheres plurais multifacetadas. Não queremos ser melhores que os homens, mas que a gente possa caminhar lado a lado.
Paloma Bernardi – Foto: Sérgio Baia
Qual sua relação com a saúde mental atualmente?
A pandemia me trouxe a terapia para perto, eu achava que estava super bem resolvida, e graças a Deus não tive grandes traumas, mas resolvi buscar a terapia na pandemia. Tive crises de ansiedade por questões pessoais. É muito importante você ter um profissional que possa te orientar, passar uma medicação se for necessário.
A ansiedade que eu tive é algo que você não dá crédito, mas aí você vai vendo reações no seu corpo, a mão tremer, falta de ar, atrapalha o trabalho, causa insônia. É um desgaste emocional que precisa ser cuidado. Isso tem me feito uma mulher mais madura e pé no chão para lidar com adversidades, não ser tão impulsiva, trabalhar o amor-próprio. As mulheres em especial, a gente não se observa nesse lugar, trabalhando o autoconhecimento a gente percebe o quanto deixa de se amar para viver certos relacionamentos.
Em algum momento crescer em frente às câmeras foi algo prejudicial à sua saúde mental?
Com quatro anos eu já estava fazendo publicidade. A terapia na época eram meus pais como porto seguro. Eu vivia essa questão da arte profissionalmente, mas era uma grande brincadeira, só que de alguma maneira já eram sementes artísticas sendo colocadas, de algo que hoje é o ar que eu respiro.
Eles me ajudaram a entender os nãos da vida. Eu tinha trabalhado muito na infância, mas na pré-adolescência comecei a usar aparelho e tive espinhas e já não passava mais nos testes. Isso poderia ter causado um trauma na minha vida, mas minha família sempre disse que as coisas acontecem no tempo certo, me incentivou a continuar estudando, então me formei em artes cênica e rádio e TV.
Como você enxerga o interesse do público no cinema nacional? Ainda é difícil competir com a audiência de produções de Hollywood ou isso tem melhorado?
Estava falando com o diretor Sérgio Machado sobre isso, ele fez uma publicação dizendo que nós não temos uma cultura brasileira ativa. Grande parte não vai ao cinema, teatro, exposições. Por isso estamos sempre divulgando nosso trabalho com tanto afinco. Existe essa luta. Parece que o lá de fora, a grama do vizinho, é sempre melhor, mais interessante. E o curioso é que os estrangeiros enaltecem nossas obras. Eu colocaria cultura como matéria obrigatória nas escolas.
Inclusive, o curta metragem “A Senhora Do Andador”, que você participa, foi oficialmente pelo Festival de Cinema Liverpool Indie Awards, do Reino Unido. Como é ter feito parte desse projeto?
Como atriz, me trouxe oportunidade de viver uma história diferente do que eu sou, é uma mulher punk rock, ligada à moda, estilista, e tem suas fraquezas através da droga. Ela é designer de sapatos ela vive em contato com a cola e aquilo acaba viciando. É incrível levar nosso trabalho com uma produção independente, feita na guerrilha, e ver a gente ser reconhecido lá fora. Vamos valorizar o nosso talento.
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