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O que você deve analisar antes de optar por uma plástica

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Foto: Divulgação
Dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) revelam que o Brasil vem, há alguns anos, travando uma disputa acirrada com os Estados Unidos pelo título de campeão mundial de números de cirurgias plásticas.
Para se ter ideia, levantamento divulgado em 2021, colocava o Brasil no topo da lista, com cerca de 1,5 milhão de procedimentos anuais dessa natureza. Não há dúvidas que quando realizada com critério, prudência, ética e bom senso, a plástica tem muito a ajudar, colocando, por exemplo, a autoestima nas nuvens. Mas, eis uma pergunta que não quer calar: será que a maioria dessas cirurgias, que deixam o país em evidência, são realmente necessárias?
Toda cirurgia pressupõe riscos ainda que, na medida do possível, eles sejam minimizados por exames preliminares e conhecimento de médicos competentes e de boa índole. Assim, o mais seguro seria não realizar plásticas. Principalmente as motivadas por uma ambição estética.
Recentemente, Xuxa revelou, em um podcast, que fez uma rinoplastia (cirurgia plástica do nariz) por acaso. Lá nos anos 80, ela encontrou com um cirurgião plástico, no prédio em que morava Pelé, então namorado da apresentadora, amigo do rei do futebol, que sugeriu o procedimento.
Xuxa, que nunca tinha pensado em mexer no nariz, apareceu no consultório do médico na hora marcada, quase que guiada pela curiosidade, entrou na fila de espera e fez a cirurgia. Contrário a esse tipo de intenção e banalidade, o cirurgião plástico Laércio Guerra, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, levantou alguns pontos que devem ser muito bem analisados, antes de se optar por algum procedimento no qual ele é especialista.
Mente e corpo em guerra
Nunca se falou tanto em saúde mental como nos últimos anos. Isso passa também pela autoestima e pela aceitação do próprio corpo. A maneira como você se vê no espelho tem impacto negativo na sua vida, ao provocar angústia, depressão, ansiedade e estresse. Se você não gosta de sua barriga, nariz, orelha, seios ou de qualquer outra parte do corpo, a ponto de seu estilo de vida ser alterado drasticamente, é óbvio que algo precisa ser feito e isso pode passar por uma cirurgia plástica.
“Não é necessário um laudo psicológico ou psiquiátrico, ainda que isso seja possível, para percebermos algum impacto dessa natureza, que faz com que a pessoa tenha problema no relacionamento ou vida social, ao sentir-se insegura ou inferiorizada, por exemplo, por conta da aparência”, diz doutor Laércio. “Há, ainda, aquelas que evitam frequentar determinados lugares como praias ou clubes e até têm dificuldade em se vestir por sentirem-se mal com o próprio corpo”.
O médico, no entanto, alerta que, mesmo a cirurgia plástica sendo recomendada nesses casos, ela precisa ser muito bem pensada e conversada. Segundo ele, a possível mudança de vida depositada em uma plástica pode ter um fundo psicológico ou psiquiátrico que não é necessariamente contornado em uma mesa cirúrgica.
Visão errada de si mesma
Você já ouviu falar em dismorfia corporal? Conhecida tecnicamente como Transtorno Dismórfico Corporal (TDC), trata-se de uma condição que afeta a percepção da aparência física. Ou seja, quem sofre desse problema encontra defeitos no corpo que não são reais. Ele foi descrito pela primeira vez pelo médico italiano Enrico Morselli, em 1891, mas ganhou visibilidade mesmo nos últimos 30 anos, por conta do culto exagerado ao corpo. Segundo os especialistas que estudam esse transtorno, ele pode afetar até 3% da população.
Cabe, portanto, ao cirurgião plástico ter bom senso para perceber se a paciente não sofre desse mal. Um dos sintomas é querer fazer uma cirurgia atrás da outra e, em alguns casos, refazer o mesmo procedimento. “É papel de qualquer médico entender a história da paciente e encaminhá-la a um tratamento, quando perceber esse ou outro tipo de transtorno. Mesmo que ela reclame ou até o acuse nas redes sociais”, afirma Guerra. “Há de lembrá-la, ainda, que a insatisfação com o corpo pede, na maioria dos casos, soluções sem risco como mudanças nos hábitos de vida, que passam por alimentação adequada e atividade física”.
Funcionalidade em primeiro lugar
Você até pode mirar na estética, mas o que deve estar em jogo mesmo é o bom funcionamento do organismo. É isso que você deve ter em mente ao enfrentar a mesa cirúrgica e todos os dissabores que ela pode trazer, como internação, anestesia e reclusão por alguns meses, sem direito a sol.
Há alguns tipos de plásticas que, de fato, impactam na qualidade de vida e portanto, devem ter prioridade total. E não se trata de uma questão de saúde mental. Nesse sentido, a lista é encabeçada pela rinoplastia, que tem por objetivo remodelar a estrutura óssea e cartilaginosa do nariz que, segundo pesquisa realizada pela Academia Brasileira de Cirurgia Plástica, em 2020, foi o procedimento facial mais realizado no país. “Há casos, que passam pelo crivo de um otorrinolaringologista, cuja cirurgia melhora a respiração, essencial na vida de todos nós, principalmente durante um esforço físico”, lembra Laércio.
A blefaroplastia, remoção do excesso de pele e de gordura na região dos olhos, também pode ir nessa toada da funcionalidade por favorecer o campo visual ao levantar as pálpebras, fazendo com que você enxergue, literalmente, o mundo de forma mais clara.
Fazem, ainda, parte dessa lista, a redução mamária que tem impacto na postura e no combate ao desconforto nas costas, assim como a cirurgia de correção da diástase abdominal, quando os músculos retos do abdômen se estendem além de sua capacidade normal, em caso de gravidez, por exemplo, não voltando ao estado normal. Nesse caso, o centro de gravidade do corpo é deslocado, causando dor e incômodo na região lombar.
Fechando a relação, há a ninfoplastia, uma das chamadas cirurgias íntimas. Ela consiste na retirada de pele dos lábios vaginais, provocando uma redução dos mesmos, com o intuito de eliminar o desconforto na relação sexual, ao sentar-se ou usar uma calça mais apertada. Sem contar que minimiza o risco de processos urinários infecciosos. De acordo com levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o Brasil é o recordista mundial nesse tipo de procedimento, registrando 21 mil cirurgias dessa natureza por ano.
O corpo precisa ter condições
Como se sabe, toda cirurgia, inclusive plástica, pede um uma preparação que vem acompanhada de consulta e de exames preliminares gerais ou mais específicos, dependendo do histórico clínico da paciente e da parte que será alvo do procedimento. Em casos de patologias graves, como câncer, o procedimento é vetado. Em outros, como problemas cardiológicos, o aval passa por um médico especialista.
Portanto, não é apenas uma questão de ter motivos reais para fazer a plástica e vamos em frente. “O cirurgião plástico precisa analisar uma série de fatores, mesmo que a intenção do procedimento seja legítima. Caso a paciente não seja totalmente saudável, pelo menos a doença que ela tem precisa estar sob controle para diminuir os riscos durante o procedimento”, diz o especialista.
O post O que você deve analisar antes de optar por uma plástica apareceu primeiro em Harper’s Bazaar » Moda, beleza e estilo de vida em um só site.

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