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O jeans comemora 150 anos: relembre a sua história e melhores momentos

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Britney Spears e Justin Timberlake no AMAs de 2001 – Foto: Reprodução/Instagram/@amas
Por Cecilia Madonna Young e Izabella Ricciardi
Tendências nascem, morrem e se transformam de um dia para outro – em um ano, vestidos de seda podem ser o item da estação; em outro, suéteres e cardigans de lã. Andando de mãos dadas com a humanidade, a moda vai se redescobrindo a cada novo pôr-do-sol e post no Instagram, e se manter a par de tudo que rola no mundo de tendências pode ser um pouco cansativo. Dito isso, há uma coisa que sempre teve e sempre terá lugar no coração de todos os fashionistas: o jeans. 
Pouco pode se dizer com certeza de onde o famoso denim surgiu. Segundo pesquisas, ele pode ter sido inicialmente confeccionado em Nîmes, na França, em uma tentativa falha de reproduzir um tecido de algodão durável conhecido como “jeane”. Daí, nasceu um tipo de sarja em que mistura um fio colorido e um branco na mesma trema. 
Foi só em 1872, quando o alfaiate Jacob Davis de Reno comprou um tecido resistente na loja de Levis Strauss na Califórnia para a confecção de calças para uma empresa de mineração que o produto ganharia a força que tem hoje. Juntos, eles tiveram a ideia de reforçar as costuras das calças com rebites. O sucesso foi tão grande que no dia 20 de maio de 1873 foi concedido o patente dos chamados Waist-Overalls, reforçados com rebites de cobre. O resto é história da moda! A partir desse momento, Levi & Strauss iniciou sua produção das famosas calças jeans azuis, que se tornaram uma característica comum entre trabalhadores no início do século 20. 
Logotipo da Levi’s Strauss & CO em suas famosas calças jeans – Foto: Reprodução/Instagram/@levis
Em meados dos anos 1950 a geração mais nova começou a usar o jeans como roupa de lazer e a peça passou a simbolizar a própria rebeldia jovem. A face dessa “revolução geracional” era James Dean, no final das contas, foi ele que estrelou “Juventude Transviada” (1955), de Nicholas Ray. Com sua calça jeans Lee, uma jaqueta vermelha e um olhar misterioso e apaixonante, Dean ganhou o coração de toda uma geração antes de sua morte precoce aos vinte e quatro anos. O seu look denim ficou na história como um dos mais icônicos do cinema e realmente catapultou o jeans para um status de peça prática para um must-have da juventude moderna e ousada.
James Dean como Jim Stark em “Juventude Transviada” – Foto: Reprodução/Instagram/@jamesdean
No final dos anos 1960, o jeans já era associado à individualidade, autoexpressão e rebeldia jovem. Foi o uniforme não oficial de protestos e discotecas que marcaram uma geração – assim como a liberação sexual no começo da década em que os estilos ficaram mais ousados, as cinturas mais finas e as bocas mais largas.
Outra coisa que o jeans se transformou foi numa peça sexy, algo que simbolizava o novo jeito de pensar mais libertário do que de gerações passadas. Nos anos 1970, Farrah Fawcett, Kate Jackson e Jaclyn Smith brilharam nas telas da televisão como as três detetives de “As Panteras”, criado por Ivan Goff e  Ben Roberts. Algo que não faltava no figurino das protagonistas? Jeans. Prático, sensual e diverso, a peça tinha tudo que uma jovem autônoma e vigorosa necessita para suas missões do dia a dia.
Kate Jackson, Farrah Fawcett e Jaclyn Smith em “As Panteras”, de 1976 – Foto: Reprodução/Instagram/@farrahfawcettfn
Em 1980, o jeans se infiltrou em outras subculturas como o punk, o rock e no final da década, o grunge. Novos acabamentos como a lavagem ácida, jeans com rasgos e as saias jeans começaram a marcar presença no streetwear – além da chegada do queridinho skinny jeans. Em outras palavras: a peça havia atingido um patamar de fama mundial. Não importava qual era o seu grupo social ou seu estilo, o jeans fazia parte de todo e qualquer armário. 
A década de oitenta foi um ponto crucial para o denim, já que grandes designers reconhecidos como Calvin Klein e Giorgio Armani lançaram suas versões da calça jeans. O comercial de Brooke Shields para Calvin Klein foi só mais um marco que alavancou o olhar sexual e avançado da calça. Banido na emissora de TV americana CBS, no anúncio a adolescente conta que não nada separava ela de seu jeans.
Brooke Shields aos olhos de Richard Avedon para a Calvin Klein em 1980 – Foto: Reprodução/Instagram/@brookeshields
Chegando nos anos 1990, o jeans já era conhecido como a peça indispensável do guarda-roupa de qualquer um. Grupos musicais como Spice Girls e Destiny’s Child impulsionaram essa fixação usando jaquetas jeans, macacões e outras cores de denim. O surgimento do ‘bootcut’, um estilo de jeans que consistia numa silhueta fit, tecido mais fino de cintura baixa e uma abertura na canela também foi abrindo caminho para mais inovações no que já era um mercado muito bem conhecido para os fashionistas da época.
Beyoncé Knowles, Kelly Rowland e Michelle Williams de Destiny’s Child – Foto: Reprodução/Instagram/@destinyschild
A virada do século foi o ponto pivotal em que o denim personalizado virou uma das maiores tendências da década. E, assim como toda “nova moda”, é necessário ousar da maneira mais estrondosa possível. Afinal, estávamos adentrando o século 21 e isso exigia mudanças. Por isso começamos a ver as micro-saias jeans e as aplicações em jeans de todos os jeitos imagináveis – de strass até bordados de borboleta coloridos. A cintura baixa foi popularizada por nomes como Paris Hilton e Nicole Richie, que eram estrelas das manchetes e verdadeiras it-girls dos anos 2000.
Paris Hilton e Nicole Richie em “Simple Life”, de 2003 – Foto: Reprodução/IMDB
O jeans passou de uma roupa prática e resistente entre trabalhadores e fazendeiros para um marco expressivo na moda e um clássico do guarda-roupa contemporâneo. Claro, a tecnologia têxtil moderna ajudou muito na confecção de diferentes propósitos do tecido (por isso as peças se mostrando mais e mais versáteis durante os anos). Mesmo assim, não é segredo que a moda é cíclica, principalmente quando falamos de tendências que voltam em pauta depois de anos.  
O último da vez foi o famoso Y2K – uma versão moderna dos anos 2000 e suas excentricidades. A volta da cintura baixa, aplicações e formatos impressionantes foram pautas de desfiles recentes, como na Blumarine de Nicola Brognano com sua visão moderna do estilo da década; e revitalizadas modernas em marcas especializadas em jeans, como Glenn Martens na Diesel, que explora todas as diferentes formas, cores e cortes do jeans.
Blumarine para a coleção primavera verão 2023 – Foto: Reprodução/Instagram/@blumarine
De tudo que a moda passa e repassa, uma coisa podemos aprender com essa timeline do jeans: esse tecido está aqui para ficar. Não importa se você quer manter a simplicidade de uma camiseta branca com um par de jeans azuis ou se você quer ousar com o famoso jeans-on-jeans, o item patenteado por Levi Strauss 150 anos atrás provou que o conforto e a praticidade são duas instâncias que ultrapassam os limites das tendências passageiras do mundo fashion. 
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