Foto: Lucas Menezes
Cleo está nas telas dos cinemas nacionais com a comédia romântica “O Amor Dá Voltas”, em que contracena com Ju Didone e Igor Angelkorte. Trata-se de um filme leve, que fala sobre relacionamento e emprega o humor como válvula de escape para as derrapadas da a vida a dois. Ela e Ju são irmãs na trama, e vivem os percalços da vida amorosa com Angelkorte. “‘O Amor Dá Voltas’ é um filme de comédia romântica leve que chegou em uma ótima época do ano, o verão, para assistir com a família e os amigo”, diz Cleo, referindo-se ao longa que estreou nas elas em dezembro último.
Além do cinema, ela aposta forte na música em 2023. Pretende fazer shows pelo País e apresentar ao público o clipe de “Todo Mundo Que Amei Já Me Fez Chorar”, que também foi tema de livro e websérie.
Cleo levanta a questão do relacionamento tóxico com propriedade, imprimindo em sua música e na sua escrita acontecimentos pessoais que a levaram a desabrochar para este tema. “É um trabalho em que revisito feridas e marcas do passado. Ele se desdobra em diferentes vertentes. Primeiro lançamos um livro e websérie. Agora estamos trabalhando o single e videoclipe e é a primeira vez que falo abertamente das fake news que criaram sobre mim e a minha família durante a minha adolescência.”
Dá para esperar muito de Cleo neste ano, que vem com muitas expectativas de trabalho. Leia a seguir entrevista que Bazaar fez com a cantora, atriz e produtora de cinema:
Foto: Lucas Menezes
Você é uma mulher de vários projetos, música, TV, cinema. Como lida com tantas facetas?
É tudo muito intenso, porque ao mesmo tempo que estou rodando um filme, também estou compondo e colocando voz no álbum ou produzindo algum outro projeto. É uma rotina agitada, mas que me deixa muito realizada, pois eu sempre quis me expressar em diferentes vertentes e esse desejo era muito forte dentro de mim.
Seguindo esses três segmentos, qual deles, atualmente, lhe agrada mais?
Eu sou apaixonada pelo que faço e fico muito feliz de poder trabalhar com diferentes segmentos que eu amo como a atuação, produção de cinema e música. A arte existe para libertar, então não me vejo limitando a minha carreira escolhendo apenas uma única vertente.
Como surgiu o convite para o filme “O Amor Dá Voltas”?
Sendo bem sincera, eu não lembro, kkkk. Porque gravamos em 2016, já tem um tempo. O que me recordo é que de cara me apaixonei pelo roteiro do projeto. O diretor Marcos Bernstein tem uma sensibilidade e objetividade que para mim é muito importante na produção de um filme. O elenco é incrível e foi muito gostoso trabalhar com eles. Rodar “O Amor Dá Voltas” foi como um presente para mim.
Como criou sua personagem?
Eu fiz bastante leitura dos textos, busquei entender as características da Dani, que é a minha personagem. O que costuma ser bem de praxe. Eu sempre busco mergulhar na história do projeto para viver de fato aquilo nas cenas.
Como tem sido a receptividade do filme, sente essa resposta em suas redes sociais?
“O Amor Dá Voltas” é um filme de comédia romântica leve que chegou em uma ótima época do ano, o verão, para assistir com a família e os amigos. Estou acompanhando o feedback da galera na internet e o retorno tem sido bastante positivo!
Fale sobre o single e o clipe de “Todo Mundo Que Amei Já Me Fez Chorar”.
É um trabalho em que revisito feridas e marcas do passado. Ele se desdobra em diferentes vertentes. Primeiro lançamos um livro e websérie. Agora estamos trabalhando o single e videoclipe e é a primeira vez que falo abertamente das fake news que criaram sobre mim e a minha família durante a minha adolescência. Em “Todo Mundo Que Amei Já Me Fez Chorar” abordamos sobre relacionamos tóxicos, traumas e processo de cura.
Foto: Lucas Menezes
Você atuou como produtora do clipe, além de atuar? Ou seja, deu pitacos na hora de criar o videoclipe?
Eu trouxe a ideia de falar sobre esse assunto e relacionamentos tóxicos. A direção criativa do clipe foi de Felipe Schiavelli. O resultado ficou incrível, da forma como eu queria contar essa história para o público.
Vem álbum pela frente?
Sim! A expectativa é de que ele saia no primeiro semestre deste ano. Estamos bastante ansiosos! É um projeto muito importante para mim e para a minha equipe. É o meu primeiro álbum e estamos cuidando de tudo com muito carinho. Posso adiantar que será um trabalho pop, mas eclético e com participações especiais.
Pretende fazer shows pelo Brasil?
Pretendo! Já estamos construindo o show, desenhando o cenário, pensando nos figurinos e balé. Já fiz pocket show e participações em apresentações de alguns amigos, mas será a primeira vez com a nossa turnê oficial. Já sinto um frio na barriga, mas é aquela ansiedade boa para acontecer logo!
Foto: Lucas Menezes
Tem algum projeto para teatro?
Eu nunca fiz teatro e não tenho previsão por agora. Neste momento estou focada no álbum e turnê. Também tenho alguns filmes para serem rodados – um desses a partir deste mês ainda.
Quais são os próximos planos para 2023?
Lançar o álbum e levar a turnê pelo Brasil é o que mais quero nesse momento! Realmente é um sonho e não vejo a hora de apresentá-lo materializado ao público.
Como você vê o atual momento da sociedade brasileira?
É difícil falar coisas boas sobre a nossa sociedade quando acabamos de ver essa barbárie em Brasília, um ataque à nossa democracia. Vivemos quatro anos sombrios em que vimos várias pessoas reproduzindo atitudes machistas, racistas e homofóbicas, que é o reflexo de grande parcela da nossa sociedade. O Brasil é um dos países com mais registros de feminicídio e que mais mata a população LGBTQIA+ no mundo. A nossa sociedade ainda tem muito a melhorar individualmente e no coletivo. Precisamos caminhar para sermos pessoas melhores e de fato irmos em busca dessa mudança.
Acha que as mulheres avançaram quando o assunto é feminismo?
Eu vejo um avanço, mas também vejo muita coisa ainda para ser mudada. Se libertar das amarras do patriarcado é um processo difícil e demorado. Eu acho que estamos mais unidas e cada vez mais entendendo a importância do feminismo, mas as marcas de uma sociedade machista ainda nos afetam. É importante estarmos sempre de olho, porque quanto mais a gente avança, mas esse sistema tenta se reinventar para de alguma forma continuar usando dos seus privilégios.
Você é feminista?
Sim, eu sou feminista e digo isso com orgulho. A busca pela equidade sempre foi bastante presente em minha vida. Eu gosto de poder fazer o que quero, vestir o que quero, ter o direito de dizer não.
Foto: Lucas Menezes
De que forma se coloca frente ao tema?
Eu me considero uma aliada do feminismo e busco sempre trazer para os meus trabalhos o discurso de empoderamento e de liberdade da alma feminina. “Todo Mundo Que Amei Me Fez Chorar” tem muito sobre isso, inclusive, desde o livro, passando pela websérie, clipe e música. Também faço questão de ter mulheres que admiro em meus projetos. É muito significativo ver mulheres juntas agregando valor uma à outra.
Você fala sobre relacionamentos tóxicos em livro, música e websérie. Como se relaciona com o tema?
Acho de extrema importância falar sobre isso. Se relacionar é essencial para mim e infelizmente muitos relacionamentos fazem mal, seja ele amoroso, com família, amigo ou no trabalho. Depois de passar por tantas experiências e também com ajuda de terapia, hoje eu sei o que é legal e o que eu não quero para mim. Mas não é fácil identificar que está em um relacionamento tóxico. É um processo longo onde cada indivíduo tem o seu tempo. Eu acho que todo mundo já foi tóxico alguma vez na vida, não somos perfeitos. O que muda é o que você vai fazer para reparar o dano que causou na outra pessoa.
Como lida com suas redes sociais?
Eu adoro as redes sociais! Além de eu ser apaixonada pela internet, também acho uma ferramenta bastante importante para ter um feedback em tempo real dos meus trabalhos. Mas assim como tem o lado bom, também tem a parte negativa que são os haters, que eu entendo que são pessoas que tentam descontar as suas frustrações nos outros. Essa é a parte que eu filtro e deixo de lado.
É do tipo que olha mais ou posta mais?
Eu posto bastante e gosto de acompanhar tudo. Inclusive o livro de “Todo Mundo Que Amei Me Fez Chorar” surgiu a partir de um desabafo que fiz nas minhas redes sociais sobre experiências que tive com relacionamentos tóxicos. Diversos seguidores enviaram mensagens contando que já passaram por situações semelhantes. A partir disso decidi falar sobre o tema. Então é uma troca bastante interessante nas redes.
Foto: Lucas Menezes
E com a moda, qual sua relação?
Eu tenho muita fascinação e respeito pela moda, porque para mim é como uma segunda pele imprimindo conceitos, estilos e vivências. Além do impacto social em questões de empoderamento, aceitação e sustentabilidade. Adoro me olhar no espelho e sentir ainda mais propriedade do meu corpo usando determinado look ou acessório. A moda tem esse poder.
Como cuida da beleza, tem algum ritual?
Eu bebo bastante água, isso é essencial para mim. E sigo uma rotina de cuidado de skincare com os meus produtinhos que eu gosto nunca esquecendo do protetor solar.
O post Música e shows são prioridade de Cleo para 2023 apareceu primeiro em Harper’s Bazaar » Moda, beleza e estilo de vida em um só site.