Dir. de arte: Fredo Montes; Foto: Britt Carpenter | Terno e clutch: Agnes B.; Óculos: Grey Ant ; Sapatos: Dolce & Gabbana
Quando tinha 18 anos, Pablo Morais se mudou para Nova York para realizar o sonho de ser modelo. Mas ficou apenas dois meses, porque o diretor Luiz Fernando Carvalho o convidou para fazer uma série na Globo, chamada Subúrbia. Voltou ao País para dar vida ao Bacana, seu personagem da série escrita por Paulo Lins, e sua vida mudou. “Era uma super oportunidade. Depois, comecei fazer novela atrás de novela e não parei mais. Ai eu fiz Sangue Bom e Velho Chico. Até “Sol Nascente”, voltei pra Nova York para estudar música na Lincoln Center e gravei um disco pela Sony, com produção musical do bamba Venus Brown“, recorda sobre o trabalho que tem participação de Seu Jorge em A Bola Não Cai. De volta ao Brasil, emendou as novelas Sol Nascente, seguida por Malhação:Viva a Diferença e, depois, Segundo Sol. Para ele, essas conquistas todas estão ligadas a duas palavras: disciplina e verdade. Assim, inspira outros jovens de periferia.
Depois de oito novelas, decidiu bloquear a agenda de trabalho e voltar a estudar inglês e, então, decidiu transformar NY em sua base. “Essa cidade é a minha cara, me sinto tão conectado. Sempre fiquei devendo a mim mesmo morar em Nova York. É o meu lugar favorito no mundo”, conta. Sua rotina por lá se resume a estudo e aprofundamento artístico, como gosta de contar. “Outro dia, assisti a uma palestra do Al Pacino no Actors Studio e foi a realização de um sonho ver ele de perto. (Quando lá,) vou a museus, faço exercícios no rooftop do apê onde moro, no Brooklin, e faço bastante trampo de modelo”. Para ele, a moda faz parte de sua trajetória, mas quando está em gravações, seu tempo acaba ficando limitado. Na Big Apple, Morais já chama a cidade de casa e compartilha seus projetos para o ano que vem, como a adaptação para os cinemas de As Aventuras de Poliana e um novo álbum, mais envolvente e dançante. Ao papo!
HB – Você é um cidadão do mundo… Além de NY, quais lugares consegue chamar de casa, que acredita que tenha a ver com a sua personalidade?Pablo Morais – Eu canto trap e me intitulo Cigano. Nova York realmente não tem como é a primeira do meu coração nômade, Rio de Janeiro e São Paulo também porque tenho muitos amigos lá. Acho que essa tríade, mas estou sempre viajando e, cada vez, quero viajar mais …
HB – Você tem qualidades mil: de ator e modelo a compositor e cantor. Acho injusto perguntar, mas tenho de… Tem algum desses papéis sociais que se sente mais confortável? Ou, de repente, o que mais gosta de fazer?PM – Acho que a palavra que define o meu eu artístico é expressão. Seja no cinema, na TV, no teatro, no palco ou em uma foto, gosto de somar com o todo e me expressar. Estar ali por inteiro. Amo tudo o que faço. Vim de uma realidade muito pobre e, hoje, poder viver e me sustentar da minha arte só me faz agradecer e sempre querer que minha entrega seja digna da obra em questão. Já fiz tecido acrobático , balé clássico e também competi em competições de remo pelo clube Flamengo. Gosto de estar sempre em movimento!
HB – Você voltou ao Brasil para gravar um filme da Warner. Como está a preparação? Ele tem muito a ver com você na vida pessoal ou nada? Teve que aprender alguma coisa para dar vida a ele?PM – Voltei pra dar vida ao Léo, do filme As Aventuras de Poliana. É um vilão que não tem nada a ver comigo, não (risos). Ainda estou em construção da personagem, começo a filmar no início de janeiro e depois desse já volto para Nova York.
Terno: Mr. turk; Joias: Luis Morais (Dir. de arte: Fredo Montes; Foto: Britt Carpenter)
HB – Queria que me contasse um pouquinho dos planos para 2023 dentro da Globo. Depois de Além da Ilusão, você está escalado para alguma outra trama?PM – O tenente Marcos, que interpretei na novela Além da Ilusão, foi um grande presente. Já queria ter trabalhado com o diretor Luís Henrique Rios, cheguei a fazer a preparação da novela que ele dirigiu, chamada Totalmente Demais, só que antes de começarmos a gravar a Globo acabou me remanejando para outro produto da casa, a novela Velho Chico. Então, nem tinha chegado a trabalhar com ele. Agora, em Além… pude realizar essa vontade e foi divertido demais. Próximo ano, não vou fazer novelas porque volto a Nova York.
HB – No ano que vem, você estará focado mais em atuação ou música?PM – Volto para Nova York, em março, para terminar o EP que estou gravando com produção do Fernando Machado. Músicas dançantes para animar geral, diferentemente da proposta anterior. Como venho da periferia de Goiânia, meu som tem muito de denúncia. Nesse novo EP, venho com uma pegada mais leve e dançante. Depois, volto ao Brasil para o lançamento do longa O Meu Sangue Ferve por Você (cinebiografia sobre Sidney Magal), do diretor Paulo Machiline. Interpreto o soteropolitano Claudinho, um bêbado que vai arrancar boas risadas do público. Gosto muito desse filme. Assisti um corte em uma pré que Paulinho fez para poucos amigos, em Nova York, e fiquei orgulhoso do resultado do filme.
HB – Seu nome surgiu como uma das possíveis apostas para o Big Brother Brasil 2023. Como você reagiu às mensagens e ao post do Boninho nas redes sociais?PM – É uma potência essa marca BBB (sigla de Big Brother Brasil). Minhas redes sociais e meu zap ficaram cheios de mensagens e especulações. Muitas mesmo! É um programa divertido e o Brasil ama acompanhar tudo sobre o reality. Achei engraçado estar na lista do Boninho e entrei na brincadeira, também, nos meus stories.
HB – Supostamente falando, se você estivesse em um reality, como acha que seria seu arquétipo? Planta (que come quieto e chega à final), articulador (participa de todas as jogadas), curinga (que entrega entretenimento ao público) ou algum outro?PM – Eu seria o curinga master (risos).
HB – Alguma coisa que não perguntamos e gostaria de acrescentar?PM – Mês passado, fui na Time Square e fiquei parado lá olhando aquelas TVs. Tava passando uma campanha de relógios, da qual protagonizo. Me deu uma sensação tão gratificante de ter percorrido esse caminho da arte. Espero que meu corre inspire jovens da periferia a fazerem sempre o que está em seus corações. A optarem sempre pela dignidade e não se entregarem ao crime ou pensamentos ruins. A acreditarem que podem chegar onde quiserem. Saí de Santo Hilário, periferia de Goiânia, e me vi em todas as TVs da Time Square. Basta acreditar, focar e fazer o bem. Disciplina e verdade. Queria dizer a esses brasileiros que moram nas periferias que sonhar e correr atrás de seu sonho pode ser real.
Terno e camisa: Moschino; Óculos: Cazal; Teddy bear: The Leatherman NYC; Óculos: Grey Ant (Dir. de arte: Fredo Montes; Foto: Britt Carpenter)
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