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Monique Gardenberg: o nome à frente do C6 Fest

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Monique Gardenberg – Foto: Chris Von Ameln/Divulgação
Por Juliana Pinheiro Mota
Não importa quantas reviravoltas o mundo dê, a música é imprescindível – para todas as idades. A cineasta, diretora teatral e produtora cultural Monique Gardenberg sempre soube muitíssimo bem disso. Ela é a mente por trás do C6 Fest, festival mais esperado dos últimos tempos, que apresenta o novo panorama da música mundial, resgatando o clima intimista dos eventos musicais memoráveis de décadas atrás.
Com apresentações entre os dias 19 e 21 de maio, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, e no Vivo Rio, promete entrar para a formação musical (e para a vida!) de muita gente, assim como aconteceu com todos os festivais de música e dança que Monique já inventou. “É muito gratificante ver que a ideia ainda mexe com as pessoas e insiste em renascer. Estamos aprendendo tudo de novo, pois criou-se uma nova cultura em torno dos festivais. A ideia é proporcionar uma experiência mais intimista com programações distintas em torno da diversidade de estilos. Cada pessoa escolhe o que prefere assistir e, no fim, todo mundo pode dançar junto no after hours no village”, conta ela, dando pistas deste novo capítulo que está prestes a escrever.
Nos anos 1980, Monique fez história com a criação do Free Jazz, sucesso absoluto no eixo Rio-São Paulo. Não há quem goste de música (e tenha ali pelos 50 anos de idade) que não guarde as mais incríveis memórias do festival que teve edições anuais de 1985 até 2001.
Após hiato de dois anos, foi substituído pelo Tim Festival, que durou até 2008 (só trocou o nome, o conceito era o mesmo). E, agora, o C6 Fest repete a dose possibilitando que artistas consagrados se apresentem ao lado de outros que, fora do mainstream, não teriam perspectiva de vir ao Brasil. Kraftwerk, Christine and the Queens, Jon Batiste (Monique brinca que se trata de sua última chance de trazê-lo ao País, porque sua fama daqui em diante tem tudo para ter as proporções da de Michael Jackson), Arlo Parks, The War on Drugs e Caetano Veloso dividem o palco com apostas como Black Country, New Road, Dry Cleaning, Samara Joy, Blick Bassy, Mdou Moctar, Weyes Blood e The Comet is Coming.
Tão diversa quanto interessante, a curadoria conta com um dream team que reúne Hermano Vianna, Ronaldo Lemos, Felipe Hirsch, José Nogueira e Pedro Albuquerque (esses dois últimos na seara do jazz) – e é a perfeita tradução do balé que Monique dança ao percorrer os variados campos da cultura.
Ela – e o conjunto de sua obra em cinema, teatro e TV – são multifacetados, magnéticos. Vão do erudito ao pop com a maior desenvoltura. Monique reúne em sua filmografia: “Jenipapo” (1995); “Benjamim” (2003), adaptado da obra de Chico Buarque; “Ó Paí, Ó” (2007); e “Paraíso Perdido” (2018). “Faço filmes políticos; escrever melodrama sempre foi difícil, me passava a impressão de que não seria relevante. Mas, certa vez Joel Cohen me alertou: ‘o que você fizer será político, sempre!’”
Monique é daquele tipo que todo mundo adoraria ser amigo. Perspicaz e sensível ao mesmo tempo. Apaixonada por música, teatro, cinema e literatura, sabe falar sobre esses assuntos como poucos. “Sou muito maternal. Gosto de descobrir e compartilhar. O festival tem essa função catalisadora de provocar talentos locais também”, reflete ela, que há 20 anos mora em São Paulo.
Nascida na Bahia, mudou-se com a família para o Rio, onde cursou a Faculdade de Economia e Administração, na UFRJ. Começou a trabalhar cedo, cuidando dos espetáculos do teatro de arena que havia no campus da universidade, no charmoso bairro da Urca.
Aos 19 anos, já era tour manager de Milton Nascimento. Um ano depois, cuidava dos shows de ninguém menos que Chico Buarque – e, em uma turnê a Cuba e Angola, conheceu Djavan, com quem foi trabalhar. Com ele, teve a oportunidade de rodar o mundo, frequentando os principais festivais de música da época. “Essa convivência foi me formatando e a ideia do Free Jazz veio daí”, lembra ela, que, em 1982, abriu a produtora Dueto, ao lado da irmã Sylvia, que faleceu em 1998 (para quem Monique recentemente dedicou um post emocionado em seu perfil do Instagram celebrando essa nova conquista do C6 Fest).
“A música tem enorme importância no meu trabalho. A trilha me leva, é o que me tira do mundo. Gosto de todos os estilos, sem preconceito”, conta, lembrando que antes de a música entrar definitivamente na sua trajetória profissional, tinha o desejo de ser bailarina. “Quis muito, mas não consegui. Amo dança”. Que bom que estamos de volta às pistas para dançamos juntos, novamente.
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