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Mariana Nunes: “Acho que estou cada vez mais podendo escolher as coisas que quero fazer”

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Foto: Marcos Durte
Atriz de mão cheia, Mariana Nunes, que comemora 28 anos de carreira, volta na segunda temporada de “Todas as Flores” (Globoplay) ainda com mais responsabilidade sobre Pablo (Caio Castro), seu filho, e Maíra (Sophie Charlotte), sua afilhada. A trama só ganha corpo e suas cenas esquentam a cada dia.
O sucesso da novela de João Emanuel Carneiro, além da trama bem bolada, tem a ver com a interpretação dos atores, e Mariana Nunes com sua Judite vem tomando conta das telas.
A receptividade do público é sentida nas ruas e nas redes sociais. “Sempre que eu saio na rua alguém fala comigo sobre a novela, alguém me reconhece”, conta.
Formada em artes cênicas, o amor pelo teatro começou cedo, aos 13 anos, após fazer um curso de férias. Dali em diante, como ela própria diz “enlouqueceu”, e só queria saber de teatro.
Mas foi mesmo após formada que sua carreira começou a galgar passos que não parariam mais. De lá para cá, são inúmeros os filmes, séries, novelas e peças de teatro.
Sobre a presença negra no audiovisual, Mariana diz que ainda é muito comum nas telas personagens pretos como favelados, subalternos, bandidos, mas que esse formato tem ganhado outras formas. “Acho que as pessoas já estão ficando mais espertinhas, e que é onde eu acho que devia ser maior o investimento, é em outras narrativas que não essas.”
A respeito do etarismo, Mariana alega que ainda não passou por isso até porque fotografa com menos idade do que tem. “Eu tenho 42 anos, estou vendo o tempo passar e vendo que estou ficando mais velha… Eu sei que fotografo mais nova do que sou, as pessoas se surpreendem quando falo a minha idade. Quando comecei a fazer mãe, pensava que até pouco tempo atrás eu faria par com esse boy, agora faço mãe (risos).”
Mas alerta para o fato de haver cobrança por um padrão de corpo. “Eu oscilo muito entre pesos, quando fiz “Quanto Mais Vida, Melhor!” como “Todas as flores” eu estava muito magra, e fui engordando ao longo da novela (risos), então você vê que Judite às vezes está mais gorda ou mais magra, eu terminei a novela um pouco maior. E tudo bem Brasil, está tudo certo.”
Leia a seguir a entrevista que Bazaar fez com a atriz.
Foto: Marcos Durte
Como nasce a atriz Mariana Nunes?
Meu primeiro contato com o teatro foi quando eu tinha 13 anos, ainda lá em Brasília. Como a gente tem família em Uberaba, a gente viajava duas vezes por ano para lá. Quando tinha uns 12 ou 13 anos, teve um ano que nós não fomos, e essa férias seriam passadas em Brasília, como nunca acontecia. Como minha mãe ouvia muito rádio – e já tinha rolado esse assunto de que eu queria fazer teatro -, ela ouviu que ia ter um curso de férias de teatro, e inscreveu a mim e minha irmã, Gabriela, e fizemos esse curso. Aí, eu fiquei enlouquecida, e isso virou uma questão. Só que era difícil, porque nessa época eu ainda não andava de ônibus sozinha e tal e não tinha ninguém para me levar, então minha mãe conseguiu um curso à tarde e colocou eu e a minha irmã. Depois disso eu parei e fui ter contato de novo com teatro na faculdade.
Sua irmã também é atriz?
Não, ela é tradutora e intérprete de inglês, francês e espanhol.
Como surgiu a oportunidade de interpretar Judite, de “Todas as Flores”?
A produtora de elenco dessa novela, a Dani Pereira, me convidou para fazer um teste para essa obra do João Emanuel Carneiro, um autor que eu admiro, não assisti todas as novelas dele, mas fui arrebatada por “Avenida Brasil” e também por “Segundo Sol”. Enfim, surgiu um teste para uma personagem que estava sendo testada com poucas atrizes… Ela já havia me falado que a personagem seria uma das protagonistas da novela. Mas quando uma novela começa, nem o produtor de elenco sabe o que vai acontecer, porque é uma obra aberta, eles têm a sinopse, só. Ela [Dani Pereira] me explicou o esqueleto da trama. Foi quando eu perguntei a ela se era um personagem grande mesmo, porque, às vezes, o personagem é grande e vai diminuindo ou é pequeno e cresce. Como quando eu fui fazer “Quanto Mais Vida, Melhor!” (TV Globo), eu perguntei ao diretor quantos cenários teria a Joana, minha personagem, e ele deixou claro que seria só o hospital e a clínica pública onde ela prestava serviço voluntário, porque eu queria entender a trama. E aconteceu que a personagem foi crescendo e até apartamento ela ganhou, foi uma coisa boa. Então fiz o teste para “Todas as Flores” e me convidaram.
Com se inspirou para o papel?
São tantas as inspirações, né? Eu te digo que não tem uma pessoa em quem eu tenha me inspirado diretamente, mas conheço muitas mães solo, que criam seus filhos sem a ajuda de ninguém, e já vi de perto alguns desses “corres”, então isso serviu para mim como um background para a construção desse personagem. Porque a gente não vê a Judite [personagem de Mariana em “Todas as Flores”] criando esse filho (Caio Castro), ele já é adulto, e é um resultado muito bonito porque é uma mulher que conseguiu dar de tudo para o filho, tudo o que ele precisava, conseguiu fazer dessa gravidez solo, mas ao mesmo tempo são muitas as expectativas que essa mãe joga em cima desse filho, né? E é curioso que quando a gente está fazendo um personagem, eu, pelo menos, nessa novela, fiquei muito fechada no que a Judite apresentava, e realmente acreditei e defendi muito ela. Aí, agora, assistindo, eu penso, meu Deus, Judite, você está maluca (risos). Quanta expectativa criada em cima de um filho? Coitado desse menino… Mas eu entendo que ela não queria que esse menino seguisse o comportamento do pai. Ela não tinha o direito de interferir tanto na construção da personalidade de uma outra pessoa, então ela caba passando por cima de um direito básico do filho, de saber quem é o pai dele.
Como é fazer uma mulher forte e determinada como Judite e ser mãe de Pablo, um rapaz com poucos escrúpulos?
Ela não passa a mão na cabeça dele nunca. Eu acompanho os comentários no Twitter e em outras redes sociais, e as pessoas dizem “que mãe tóxica”, “com uma mãe dessas não precisava nem de inimigo” (risos), “como ela gosta mais do Rafael (Humberto Carrão) do que do próprio filho? Mas é que a Judite tem uma ética própria, que ela acredita tanto e faz tanta questão de colocar isso em prática, que não é porque é filho dela que ela não vai se posicionar como acha correto. Mas ao mesmo tempo, essa postura é contraditória, porque o que ela cobra neste momento da Maíra (Sophie Charlotte), que ela quer que fale que o filho é do Rafael, ela mesma não fez em relação ao próprio filho. É uma coisa faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço. Ela é tão correta que apaga o próprio erro, não tem coragem de assumir que ela também é falha.
Ela se sente meio “mãe” de Maíra. Como isso atrapalha a relação entre elas?
Eu acho que ela se comporta com o Pablo como se comporta com a Maíra. Acho que a certeza dela (Judite) peca quando ela passa por cima da vontade do outro, afinal de contas a vida é da Maíra e ela tem o direito de fazer o que ela quiser. Acho arriscado esse plano de vingança que a Maíra traça, ela realmente está lidando com pessoas perigosas, mas é uma mãe que está em busca do seu filho, que foi sequestrado de uma maneira muito violenta, né? A Judite não é contra o que Maíra decidiu, mas contra a forma como ela resolveu fazer. Então, na cabeça da Judite, a Maíra deveria contar para o Rafael que ele é o pai da criança e, com ele, ir atrás de resgatar o filho.
A novela tem feito um baita sucesso, você tem sentido a receptividade do público?
Muito, muito, muito. Sempre que eu saio na rua alguém fala comigo sobre a novela, alguém me reconhece. Esses dias fui até Santa Teresa e estava passando um grupo de mineiros que me reconheceu, falaram entre eles, e depois vieram falar comigo. Outro dia eu estava no carro, com o sinal fechado e os vidros também, e havia dois rapazes tomando uma cerveja em um bar, sérios, e me olharam, eu olhei séria para eles também, de repetente me olharam de novo e fizeram coração com a mão, ao que eu respondi com outro coração (risos), e pensei, ah, entendi, é a Judite.
Você está gravando também a série “Um Dia Qualquer”, da HBO Max, conte sobre sua personagem?
“Um Dia Qualquer” nós estamos gravando a segunda temporada, e tanto uma como a outra se passa em 24 horas. Na primeira, é uma segunda-feira depois do Carnaval, e se passa em um bairro que não sabemos onde é, mas gravamos em Marechal Hermes [bairro de classe média do Rio de Janeiro], e retrata os bate-bolas [figura frequente no Carnaval de rua do Rio], que estão se preparando para dar início ao ano. A Penha, minha personagem, nessa primeira temporada, é evangélica, porque ela já foi do crime, teve uma boca de tráfico com o esposo, e um membro da milícia mata esse esposo, então eles acabam perdendo o domínio dessa comunidade para a milícia. Penha, agora viúva, se refugia na igreja apara poder continuar morando naquele bairro em paz, ela vai para a religiosidade. O filho da Penha também é assassinado pela milícia, mas algo acontece que ela se sente vingada. Na segunda temporada, Penha resolve voltar à sua essência e retornar ao crime, aí ela passa a ser a “imperatriz” desse lugar, tomando conta do tráfico. Ela continua sofrendo ataques da milícia, que quer retomar o ponto. E acontece essa guerra entre eles. Na terceira temporada, eles se juntam, e acontece o que vemos hoje, que é a narcomilícia.
Fale sobre os dois trabalhos que tem para estrear: o longa “Grande Sertão Veredas” e “Amar É Para os Fortes”, do Prime Video.
“Amar é Para os Fortes” eu não assisti ainda, o showrunner [pessoa responsável pelo andamento de uma série] é o Marcelo D2, e ele traz uma frase do Marcelo Yuca, que existe em uma música do Rappa, que é “também morre quem atira”, e eu acho que essa frase explica um pouco do que se trata essa série. No Dia das Mães, um jovem militar que está fazendo uma operação em uma favela mata uma criança, achando que fosse um traficante. Então tem a mãe do menino assassinado e a mãe desse militar que matou a criança, e são duas famílias pretas, duas mães pretas, cada uma de um lado dessa tragédia. Fiquei muito feliz de fazer a mãe do policial, e não a mãe da favela, não por nada, mas porque acho que já tenho muitos desses personagens na minha carreira, então foi bom experimentar esse outro lado.
“Grande Sertão Veredas” eu já vi, o filme é lindo. É uma superprodução, um filme grandioso desde a caracterização, figurino, locações, interpretação, não é um filme realista que a gente fala aqui nesse lugar coloquial, ele é quase que operístico, é um outro registro. A gente filmou “Grande Sertão Veredas” na mesma comunidade onde estamos fazendo “Um Dia Qualquer”, que é em Ramos. Eu faço Otacília, que no original é esposa de Riobaldo, mas é uma livre adaptação, eles têm um relacionamento e tal, mas, como se sabe, ele segue com o bando e se apaixona por Diadorim.
Foto: Marcos Durte
Quais são os próximos projetos?
São muitos os convites e coisas para fazer, mas não dá para fazer tudo, porque nem dá tempo. Acho que estou cada vez mais podendo escolher as coisas que quero fazer, estou muito aberta a coisas novas, que ainda não fiz, mas o que a gente sabe que vai acontecer agora é que vamos voltar com a nossa peça “Amor e Outras Revoluções”. Em outubro a gente começa a circulação no estado do Rio, e, por enquanto, é isso.
Como você vê representatividade preta atualmente no audiovisual?
Eu vejo que as pessoas estão correndo atrás de um tempo em que essa representatividade, que, se não era nula, era muito a mesma coisa. Atores pretos representando um mesmo tipo de personagem, como favelados, subalternos, bandidos, como aconteceu na minha própria carreira. Quando a gente vê essas cenas de guerra no morro, da milícia, essa violência descarada que acontece nas favelas, onde muitas pessoas inocentes perdem suas vidas, se a gente olhar na TV a maioria das pessoas é preta. É a representação quase que romântica da dor dessas pessoas. Sou contra esse tipo de representação? Não! Acho justo que a gente tenha acesso a essas histórias também, mas a partir do momento que essas pessoas sejam as protagonistas dessas histórias, porque aí eu quero entender a complexidade humana nessas pessoas, e não só sofrimentozinho, o tiro que levou, o drama de uma mãe chorando em cima de um corpo, tipo, isso eu já vejo quando ligo a TV. E repito, não sou contra esse tipo de filme, já fiz bastante, e não estou dizendo que não faria mais, mas eu meço em que lugar e quão profundo a gente vai entrar na vida e na narrativa dessas pessoas.  Além disso, acho que as pessoas já estão ficando mais espertinhas, e que é onde eu acho que devia ser maior o investimento, é em outras narrativas que não essas.
O que pode ser feito para que essa representatividade seja mais significativa ou equiparada à presença branca?
Quando você fala equiparada à presença branca, eu acho que tinha que ser 50% e 50%, ou sei lá como a gente divide essa porcentagem, mas uma porcentagem de brancos e uma porcentagem de não brancos, porque não são só os pretos, tem muita gente não representada e menos vista que o movimento negro, como os indígenas, os asiáticos… Porque vamos combinar, existem atores indígenas, atores asiáticos, existem, gente! Existem atores trans que não fazem personagens trans. Então está na hora de mostrar essas vidas que têm lá suas questões, seus sofrimentos, e acho que a arte serve para isso também. Serve para chamar a atenção para esses assuntos, é uma função também do audiovisual. Essas pessoas não vivem só de dor, de problemas sociais, elas são como qualquer um, acordam, tomam café, briga com o marido, com o filho, vai para o trabalho… Tipo, tem história para contar.
O que acha do etarismo, ele atrapalha a carreira?
Menina, que pergunta boa! Eu tenho pensado muito em etarismo. Outro dia uma pessoa perto de mim falou que usava ruge, aí eu ri e disse: “Ruge, a minha mãe usava isso”. E a pessoa ficou danada, disse que isso era etarismo. E pensei que vou tomar mais cuidado com isso. Eu tenho 42 anos, estou vendo o tempo passar e vendo que estou ficando mais velha… Eu sei que fotografo mais nova do que eu sou, as pessoas se surpreendem quando eu falo a minha idade. Quando eu comecei a fazer mãe, pensava que até pouco tempo atrás eu faria par com esse boy, agora faço mãe (risos). Os personagens, em geral, acompanham a sua idade, ou pelo menos o que você fotografa. Eu ainda não me senti afetada por isso [etarismo], eu me sinto afetada por um tipo de cobrança invisível, porém muito concreta, de um padrão de corpo. Eu oscilo muito entre pesos, quando fiz “Quanto Mais Vida, Melhor!” como “Todas as flores” eu estava muito magra, e eu fui engordando ao longo da novela (risos), então você vê que Judite às vezes está mais gorda ou mais magra, eu terminei a novela um pouco maior. E tudo bem Brasil, está tudo certo. Tem épocas que estou com mais apetite e outras vezes menos, tem vezes que estou feliz e outras que estou triste, e tudo isso vem direto para o corpo. Eu sempre pensei como isso aconteceria, alguém liga e diz querida você está gorda, emagreça. Isso nunca aconteceu comigo. Apesar que tem pessoas que acham que têm autoridade para dizer: “Nossa, sua barriga está enorme, está parecendo que esta gravida”. E eu fico pensando, é sério isso, Brasil, sério que vocês estão se preocupando com o tamanho da minha barriga? E as pessoas se dão muita permissão para falar, né? Quando eu fui para “Todas as Flores” estava mais magra, e as pessoas diziam, “nossa, como está magra, está linda”, mas em um tom de ser querida comigo.  E minha vontade é dizer “você não sabe como está minha vida, minha saúde mental, vá devagarzinho”. Haja cabeça para você lidar com isso.
Qual a sua relação com a moda?
Eu gosto de me vestir bem em determinados momentos da minha vida, eu não sou ligada em marcas, preciso de alguém para me ajudar a entender o que está acontecendo no mundo, e eu tenho essas pessoas, graças a Deus, que me dão uma situada, mas, ao mesmo tempo, eu também entro em atrito com essas pessoas, mais uma vez falando de padrão. Outro dia fui fazer um ensaio fotográfico e tinha uma roupa que eu achei que dava para usar com tênis, mas as pessoas disseram “de jeito nenhum”, eu fiquei só olhando. No fim conseguimos fazer o ensaio com salto, descalça e com uma bota grande. No final, respirei, que é algo que estou aprendendo a fazer, e falei para a minha equipe: “Então, menines, eu entendi sobre o salto, e talvez as roupas que escolhemos para esse ensaio necessitem de salto, e ok, eu uso salto, na moral, mas vamos abrir nossa cabeça, gente!”. Acho isso muito atrasado, e não estou para ser porta-voz desse atraso.
Foto: Marcos Durte
Como você lida com as redes sociais?
Eu sou muito bocuda, eu amo meus Stories, onde me exponho muito, e recebo muitos comentários positivos, pessoas que dizem que acordam para ver os meus Stories. Eu faço Stories cozinhando, tomando banho, eu falo muito, então é um lugar que eu achei para me expressar.
Você acha que é um lugar para se colocar política e socialmente também?
Eu acho muito importante. Muita gente tem medo do tal cancelamento, então eu tento entender onde é que pode chegar o que eu quero falar, e o quão útil pode ser, se alguém vai se sentir ofendido, e eventualmente isso pode acontecer, somos humanos e podemos pedir desculpas. Na época da pandemia eu estava mais ativa, e agora estou um pouco mais ponderada, mas eu me coloco.
O post Mariana Nunes: “Acho que estou cada vez mais podendo escolher as coisas que quero fazer” apareceu primeiro em Harper’s Bazaar » Moda, beleza e estilo de vida em um só site.

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