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Marcas nacionais criam alternativas que imitam os efeitos da cannabis na pele

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Foto: Testeur de CBD/Unsplah
Por Baárbara Martinez
Para além dos benefícios médicos comprovados, o cannabidiol, ou simplesmente CBD, extraído da cannabis (sim, é a planta da família da maconha e não, ela não é picotrópica), é um dos ativos mais hypados no mercado cosmético internacional. Antioxidante natural, tem em sua composição vitaminas A, D e E. “Para ajudar a tratar acne e psoríase é realmente incrível por seu efeito anti-inflamatório poderoso”, disse Bárbara Arranz, biomédica especializada em medicina canabinoide, à Bazaar. Estudos recentes mostram ainda que o canabidiol auxilia no processo de revitalização da pele, combatendo os sinais do envelhecimento e reduzindo a aparência de linhas e rugas.
No entanto, a liberação total da substância para uso dermatológico pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ainda caminha a passos lentos – uma antítese do acelerado movimento do mercado de beleza no Brasil. Em 2015, o órgão regulador tirou o canabidiol da lista das substâncias proibidas e o colocou na de controladas.
Em 2019, a Anvisa aprovou a regulamentação de produtos dermatológicos à base de cannabis. Algumas farmácias brasileiras de manipulação já formulam produtos tópicos contendo o CBD para o tratamento da acne e rejuvenescimento da pele, prescritos obrigatoriamente por meio de receita controlada.
Mas, o mercado consumidor daqui quer mais e quer logo: de acordo com o último levantamento da empresa de dados Kaya Mind, foram mais de 90 mil pedidos de importação de produtos à base de canabidiol só em 2022. Mais que o dobro do ano anterior.
Para atender uma população ansiosa pelos benefícios da erva na pele, enquanto a liberação total não vem, o jeito foi encontrar um caminho alternativo – e ele atende pelo nome de CBA (Cannabinoid Active System), uma substância legal e 100% natural produzida a partir de óleos essenciais provenientes da flora amazônica. Tem propriedades terapêuticas, similares aos CBD, como alta concentração de b-cariofileno, humuleno e ácido linoleico, que também estão presentes no óleo de canabidiol e garantem seus mesmos efeitos dermatológicos.
Algumas marcas saíram na frente, como a carioca Lola Cosmetics, cuja linha capilar “Danos Vorazes”, com shampoo, condicionador, máscara, óleo, booster e leave-in, tem CBA e Kombucha na composição. Com fórmula rica em complexo probiótico e ação anti-inflamatória, os produtos prometem devolver a saúde e vitalidade dos fios através de seus ativos 100% naturais.
A Fenzza, de skincare, acaba de lançar uma linha que leva o nome de CBA. A coleção é composta por quatro produtos, como hidratante facial, água micelar, sérum e hidratante labial. Já a vegana Simple Organic, formulou sua própria substância legalizada, o CB2, que também não possui cannabis sativa e foi desenvolvida com o propósito de acalmar e hidratar a pele. A princípio, a marca investiu em um balm de hidratação, mas agora adicionou o CB2 no último lançamento, o Sérum Daily Drops, um blend de óleos vegetais.
Bárbara Arranz afirma que o CBA é realmente similar à cannabis, mas a comparação precisa de um certo distanciamento. “Não houve tantas pesquisas com ele como há com a cannabis”, comenta a fundadora da marca Hemp Vegan, que comercializa cosméticos com CBA fora do País, mas entrega no Brasil com todo trâmite necessário a partir de uma autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Em 2019, o mercado global de skincare com ativos atrelados ao canabidiol movimentou US$ 580 milhões. Segundo um levantamento da consultoria Million Insights, estima-se que esse número chegue a US$ 1,7 bilhão até 2025. A loja de departamentos americana Barneys conta há já algum termpo com uma unidade dedicada só aos cosméticos com CBD na fórmula, a The High End.
Até a atriz Nicole Kidman adotou a cannabis na pele e se tornou embaixadora da SeraLabs, que fabrica produtos à base da planta, entre eles uma linha de cremes faciais antissinais. No clã das Kardashians (sempre elas!), Kourtney fechou uma parceria entre a marca de cosméticos Hora e sua empresa, a Poosh’s, para criar um sérum facial com infusão da substância. Fora do Brasil, Avon, Palmolive, Foreo e The Body Shop adicionaram produtos com CBD em suas linhas para rosto.
Tudo vem da terra
Surfando a onda do canabidiol e suas vertentes, os cogumelos também ganharam o foco no mundo wellness e da beleza, para além da saúde (psiquiátrica, no caso, já que estudos associaram seu uso à melhora de sintomas de doenças da mente). Os fungos prometem ajudar nas funções nutritivas, antioxidantes e anti-inflamatórias da pele.
A febre dos cogumelos pode ser medida pela intensa procura na web. No ano passado, a empresa de cosméticos britânica Cult Beauty mapeou um aumento de 480% nas pesquisas em pelo termo “cogumelo”, além de uma série de lançamentos de produtos fabricados com a matéria-prima. Marcas como Sallve e Biossance já vendem aqui produtos com cogumelos na fórmula. É só o começo.
O post Marcas nacionais criam alternativas que imitam os efeitos da cannabis na pele apareceu primeiro em Harper’s Bazaar » Moda, beleza e estilo de vida em um só site.

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