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Larissa Luz prepara álbum: “Não quero fazer nada para corresponder expectativas”

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Larissa Luz no Lollapalooza 2023 – Foto: Divulgação T4F
Larissa Luz abriu o último dia de Lollapalooza 2023 no domingo (27.03) com uma celebração da última década de sua carreira musical, amparada por grandes inspirações, como Nina Simone. Ela fez um cover de “I Put a Spell On You”, um dos pontos altos do show. “Quero invocar uma deusa, que me ensinou sobre amor e resistência. Nina Simone. Negrona demais”, disse ao introduzir a faixa.
Foi com a energia das deusas que ela guiou sua apresentação, munida de um look escolhido em parceria com seu stylist, Dario Mittmann, que representava o poder da feminilidade, com elementos como serpentes, flores e frutas, em referência à Eva.
Look de Larissa Luz foi pensado para evocar o poder das mulheres – Foto: Divulgação T4F
A apresentação, uma celebração de sua trajetória até aqui, antecede outro marco importante: o lançamento de seu quarto álbum de estúdio, que ela pretende lançar ainda neste ano. Seu primeiro disco foi lançado em 2012 e, de lá para cá, sua música lhe rendeu uma indicação ao Grammy Latino, em 2016, com seu segundo disco, “Território Conquistado”, que concorreu na categoria “Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa”.
Seu próximo álbum ainda está sendo desenhado, mas ela já tem uma certeza importante para qualquer artista. “A única coisa que eu sei é que não quero fazer nada para corresponder alguma expectativa ou demanda externa, que não seja a minha vontade, meu desejo, minha identidade, meu eu de agora. Quero fazer algo verdadeiro, honesto profundo”, conta em entrevista à Bazaar.
Na conversa, ela dá detalhes sobre o próximo projeto e conta o que mudou como apresentadora do “Saia Justa”. Leia abaixo:
Qual a importância do show de hoje para você?
Eu acho que participar de grandes festivais com artistas internacionais no line up é um marco na trajetória, é um line up escolhido com muito cuidado, você sente que são artistas que estão construindo historias interessantes. Tem esse peso e importância dentro da minha construção. Poder encontrar como acabei de encontrar com o Emicida, encontrar com amigos da arte, pensar nas possibilidades que podem vir. É um clima de festejo e celebração. Fora que estar numa estrutura grande é muito legal, palco grande, som, balé, dá uma sensação de grandiosidade, alcance, saí com essa energia de expansão.
Além de cantora você é atriz e apresentadora, trabalha em várias frentes artísticas. Como você faz para conciliar tudo?
Me proponho a fazer um monte de coisa mesmo e sempre quis fazer isso, atuar em diversas frentes, usar as multilinguagens para falar o que eu quero. Vejo artistas fazendo isso fora muito bem, Donald Glover, que é o Childish Gambino, dirige, atua, faz música, clipe, série. Sempre tive isso como meta de carreira. Minha onda é criar, então quanto mais possibilidades de criar eu me sinto mais feliz e realizada. Dá trabalho porque você tem que virar polvo para administrar e criar coisas legais em todas as áreas, não ficar pela metade. Eu trabalho muito para conseguir organizar de uma forma interessante, mas querendo a gente faz. Já fiz tanta coisa mais difícil.
Com tantas atividades, qual o espaço da música?
A música é um pilar. Antes de qualquer coisa, eu queria ser atriz, mas a musica tomou uma proporção muito maior na minha vida. Respeito isso, o rumo que a música tomou e me fez assumir dentro da minha estratégia de carreira. Foi uma coisa que a música quis e fez por mim, então fui acolhendo e vendo isso como um pilar, uma base antes de qualquer coisa. Tudo perpassa pela música, mesmo nas outras coisas. Até no “Saia Justa” sempre trago para o universo musical, arte, literatura. A música é o norte, a espinha dorsal da minha carreira e o resto vai se ramificando a partir dela.
Quais os próximos projetos?
Eu estou me dispondo a fazer um disco neste ano, e quero muito lançar um livro de poesia, além de projetos no audiovisual, tanto que já gravei tanto que vou gravar.
O que pode contar sobre o próximo álbum?
Ainda não faço a menor ideia de como vai ser [risos]. Tenho algumas ideias, mas estou ainda no processo de brainstorming. A única coisa que eu sei é que não quero fazer nada para corresponder alguma expectativa ou demanda externa, que não seja a minha vontade, meu desejo, minha identidade, meu eu de agora. Quero fazer algo verdadeiro, honesto, profundo.
Como você definiria seu eu de agora?
Estou um pouco mais introspectiva do que sempre fui, artisticamente falando. Acho que o processo da pandemia deu uma atravessada nesse sentido. Fui ficando um pouco mais para dentro e estou querendo entender isso e como isso se reflete na música. Acho que também tem uma coisa de reflexão sobre a vida humana de uma forma geral que até o “Saia Justa” me deu. Esse passeio por questões psicológicas e emocionais. Tenho vontade de trazer isso que estou descobrindo, esse mergulho nessas nuances, para um trabalho artístico. Estou gostando de falar mais sobre meus sentimentos, sempre fui ruim nisso, tenho dificuldade. Estou mais introspectiva, mas ao mesmo tempo mais aberta ao diálogo sobre essas questões internas e mais profundas.
O que mudou com o “Saia Justa”?
Pude alcançar um público diferente que talvez não chegasse na minha arte, uma galera mais velha, acho que tem gente que esta me conhecendo a partir dali, diversifica, amplifica. As pessoas me conhecerem, conhecerem a minha ideia, para depois conhecerem a minha arte, acho bem interessante. Quando chega na arte, já chega com outra profundidade, sabendo quem eu sou, o que penso a respeito da vida e de varias questões.
Como você lida com as críticas que acabam vindo com uma maior exposição?
Esse equilíbrio talvez seja o maior desafio da carreira artística. Manter o diálogo, a comunicação, não tem como eu fazer música e me fechar para o público. O público é o motor, é para isso que a gente faz, é para as pessoas também, a troca é imprescindível nesse processo.
Achar um meio termo onde estou aberta ao público mas blindada contra algumas coisas que eu sinto que não me servem é o maior desafio. Tem críticas que constroem, eu já ouvi críticas tipo isso aqui não se fala mais, eu não sabia, a gente erra.
Não vamos agradar todo mundo também, não é razoável a gente se dispor a agradar todo mundo, as pessoas são muito diferentes. Eu vou tentando fazer um filtro do que absorvo e do que deixo para lá, mas realmente é duro ouvir a energia pesada de pessoas para quem a gente tem tanto carinho, dedicação e respeito, então seria interessante que as pessoas tivessem mais cuidado com os artistas e com as outras pessoas.
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