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Julia Konrad: “se aceitar a qualquer custo é tão tóxico quanto se encaixar em um padrão”

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Foto: Tauana Sofia, com styling de Kaka Lobo e maquiagem por Betinho Rodrigues
Não precisa procurar muito para encontrar o nome de Julia Konrad nos créditos de uma boa série disponível nos streamings. Presente em três projetos – “Dom”, “Cidade Invisível” e “Rio Connection” -, a atriz se desdobrou em diferentes personagens, construídas em épocas diferentes e que falam idiomas diferentes.
“Na minha vida, em geral, tudo acontece ao mesmo tempo. Mas, falando especificamente dos idiomas, é algo que já tenho certa intimidade porque faz parte da minha vida desde pequena. Fui alfabetizada em português e inglês, simultaneamente, e, aos dez anos, me mudei para Argentina, onde aprendi espanhol”, conta a artista sobre as línguas que fala nas produções – e na vida.
Em “Dom”, série disponível na Prime Video e inspirada na história real de Pedro Dom, Julia interpreta Paloma durante sua juventude. Depois de uma temporada aclamada pelo público, a atriz volta na segunda fase da história para mostrar, em flashbacks, mais detalhes do relacionamento da personagem com Victor Dantas (Filipe Bragança). “Foi muito gostoso voltar [para o projeto]. Fiquei muito feliz quando o Breno (Silveira, um dos diretores da série) me chamou para voltar. Minha participação foi gravada em cinco diárias, em Paraty, com uma equipe reduzida por causa da segunda onda de Covid. Foi quase como uma colônia de Férias. Passei uma semana em um veleiro gravando com Filipe, foi um presente”, lembra.
Por retratar o relacionamento da personagem, várias cenas gravadas por Julia para a série tem um alto teor sexual. Segundo a atriz, este tipo de roteiro é muito bem amarrado desde antes das gravações. Com o apoio de uma coach de intimidade e de uma preparadora de elenco, a cena é conversada e ensaiada como uma coreografia, para que todos os envolvidos se sintam confortáveis. Além disso, a equipe é reduzida na hora do “Ação!”. “É realmente como uma dança. É muito desenhado, então, não difere muito de qualquer outra cena que vamos fazer”, adiciona.
Quando o assunto é “Cidade Invisível”, o desafio foi outro: manter a relevância de uma personagem que morre no início da história, mas que, ainda assim, serve como fio condutor de toda a trama. “Também foi um projeto com poucas diárias, de fato, mas a personagem está sempre ali, levando a história adiante. Para a primeira temporada, tivemos um período de preparação longo. Tinha ensaios com o Marcos Pigossi e com a Manu Dieguez, para construirmos essa família de uma forma que passasse verdade”, lembra.
Foi interpretando Gabriela que teve a possibilidade de reviver a experiência de voltar a uma mesma personagem depois de alguns anos, o que já tinha feito em “Um Contra Todos”. “É como andar de bicicleta”, brinca sobre a facilidade que sentiu. “Se o trabalho foi bem feito no início, é fácil entrar [na história] de novo e também muito gostoso descobrir novos momentos dessa pessoa que você criou.”
Mas falar de “Rio Connection” não é tão simples quanto relembrar as outras produções. Sem previsão de estreia no Brasil e com um elenco internacional, pouco se sabe sobre a produção da Globoplay protagonizada por Marina Ruy Barbosa – além do primeiro trailer divulgado em fevereiro. Com muito cuidado para não contar spoilers, Julia Konrad apenas disse que sua personagem se chama Mila e que está envolvida com o núcleo de personagens franceses.
A série se passa nos anos 1970 e acompanha um grupo de criminosos europeus que usam o Brasil como ponto estratégico para o tráfico de drogas. “Faço playlists com músicas da época para entrar no mood das personagens. Quando comecei a ter personagens recorrentes, percebi como os aromas também me ajudam. Vivo colecionando amostras de perfumes e escolho um para cada uma. Sou muito sensorial, ajuda no processo”, conta.
Para além das personagens
Foto: Tauana Sofia, com styling de Kaka Lobo e maquiagem por Betinho Rodrigues
Assim como em sua carreira, Julia Konrad conta que, na hora de relaxar, gosta de assistir um pouco de tudo. “Acaba sendo parte do trabalho, porque sempre tiramos referências. Confesso que, às vezes, para desanuviar, gosto de assistir a coisas bem bobinhas.” Na hora de indicar uma produção, a atriz cita a série “Falando a Real” e o filme “Cha Cha Real Smooth – O Próximo Passo”, ambos da Apple TV.
Além desses momentos de descanso, o autocuidado é um elemento importante na rotina da atriz. Entre os hábitos, a terapia é um assunto recorrente ao longo do bate-papo, mas não fica sozinho na lista de afazeres. “Tenho uma relação de amor e ódio com exercícios. Preciso sempre de estímulos novos, porque fico entediada com facilidade. Tento manter a constância, porque sei que faz muito bem para a cabeça. Descobri o hot yoga agora e achei sensacional”, conta.
Sua relação com a pele e a acne é um assunto que aborda com responsabilidade nas redes sociais – tanto ao falar sobre aceitação, quanto para pedir e dividir conselhos. “Existiu uma época de positividade tóxica, que dizíamos que tínhamos que nos aceitar do jeito que somos e ponto. Mas está tudo bem ter insatisfações, os padrões de beleza foram construídos através de séculos, não vamos mudar isso de um dia para o outro. Vamos quebrando tabus, mas se aceitar a qualquer custo é tão tóxico quanto tentar se encaixar em um padrão de beleza. E aí, voltamos para a terapia”, analisa.
Com uma rotina de skincare recomendada por uma dermatologista, Julia Konrad acha que também é importante entender as necessidades de seu corpo e ouví-lo. Cita como exemplo sua relação com os fios, em que, ao prestar atenção, entende qual produto ou tratamento o cabelo pede a cada dia.
Mas, como conselho geral, a atriz lembra o que ouvia de uma professora em Nova York: “seja gentil consigo mesma. Respeite e valide o que você está sentindo naquele momento”.
Inspirações
Foto: Tauana Sofia, com styling de Kaka Lobo e maquiagem por Betinho Rodrigues
Em 2020, Julia Konrad tomou a corajosa decisão de compartilhar uma carta aberta em que relatava ter sido vítima de um relacionamento abusivo. Desde então, passou a receber diversas mensagens de outras vítimas. “Esperava um retorno, mas não tanto quanto recebi. Me questionei como poderia ajudar essas mulheres de alguma forma. Comecei a direcioná-las para ONGs, como Mapa do Acolhimento, advogadas, psicólogas. O que me ajuda a lidar com comentários de cobrança [por posicionamento] é saber que, tanto on quanto offline, estou trabalhando em ajudar outras pessoas. Acho que, para além de qualquer coisa, quando você cura o outro, também se cura. Percebo isso na prática”, conta.
Para a atriz, compartilhar momentos de sua vida nas redes sociais é algo orgânico. Muito ativa em algumas plataformas, como o Instagram, Julia enxerga a escolha do que mostrar e o que compartilhar como algo natural. Mas lembra: “precisamos sempre ter em conta que as redes sociais são um recorte da vida das pessoas.”
Assim como inspira milhares de mulheres, a artista tem suas próprias inspirações. “Estão no meu círculo íntimo. Admiro muito minhas amigas. Elas sabem quem são, porque sempre falo isso. Acho que não precisamos olhar muito longe para encontrar inspirações. Essas mulheres reais vivem ao nosso redor e tem tanto para nos ensinar”, conta e se emociona ao lembrar de uma de suas maiores referências, uma amiga que perdeu em 2022.
O futuro
Foto: Tauana Sofia, com styling de Kaka Lobo e maquiagem por Betinho Rodrigues
Com um projeto ainda para estrear, Julia Konrad já volta seu olhar para o futuro. A carreira internacional é um dos principais objetivos e deu início a essa missão ao se permitir viajar mais pelo mundo. “Estou voltando muito para a Argentina, me reconectando com minhas raízes de lá, que, a cada vez, mais me dou conta do quanto são profundas. A ideia é ficar triangulando entre Argentina, Brasil e Espanha. Poder trabalhar nesses mercados é sensacional”, divide.
Mas além de um movimento para o futuro, a decisão de não se fixar em um lugar é um olhar para o passado. “Voltar a me conectar com um país tão importante para mim. Morei em Buenos Aires durante a adolescência, quando você se descobre como pessoa. Continuo muito unida às minhas amigas do colégio. Acompanhei de longe. Elas se casaram, tiveram filhos e, agora, estou conhecendo as novas famílias. Está sendo um momento muito gostoso”, finaliza com seu sorriso que, mesmo por Zoom, é deliciosamente contagiante.
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