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Como a Harper’s Bazaar inspirou Audrey Hepburn em um clássico do cinema?

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Audrey Hepburn fotografada durante as gravação de Cinderela em Paris, em 1957. (Foto: Getty Images)
Com a nostalgia em alta nas passarelas – e os anos 1950 cada vez mais queridos, graças a Olivier Rousteing, na Balmain, que reviveu recentemente a silhueta retrô da década –, os clássicos estão retornando com força. Nas roupas, nos acessórios e até mesmo no cinema! Entre os concorrentes a Melhor Figurino no Oscar 2023, o longa “Sra. Harris Vai a Paris” (sobre uma camareira viúva londrina que, nos 1950s, vai a Paris para realizar o sonho de comprar de vestido Dior) foi um sucesso para os fashionistas e trouxe de volta à memória outro clássico que tem a capital francesa como cenário: “Funny Face” (Cinderela em Paris, no Brasil), estrelado por Audrey Hepburn e Fred Astaire em 1957.

Um ícone da moda Hollywoodiano, a obra, dirigida por Stanley Donen, foi inspirada no universo da Harper’s Bazaar, o título de moda mais antigo do mundo (criado em 1867) e que vivia uma era luxuosa nos Estados Unidos pós-Segunda Guerra Mundial. No enredo simples, a livreira Jo Stockton (Hepburn) é descoberta pela equipe da revista fictícia “Quality”, que decide levá-la para Paris e transformá-la em um exemplo de modelo “bonita e intelectual”.
Fred Astaire e Kay Thompson fotografam Dovima e Audrey Hepburn (ambas de costas) em em uma das cenas de Cinderela em Paris, de 1957. (Foto: Getty Images)
“Quality”, assim como sua editora-chefe, Maggie Prescott (interpretada pela atriz Kay Thompson), carregam por completo o DNA Bazaar. A personagem foi inspirada na lendária editora de moda da Harper’s, Diana Vreeland. Seu braço direito, o fotógrafo Dick Avery (papel de Fred Astaire), é uma referência igualmente importante. Seu nome e personalidade são uma brincadeira com Richard ‘Dick’ Avedon, um dos mais importantes fotógrafos de moda da história – e que começou a trabalhar para a Harper’s Bazaar em 1944.  O próprio Avedon, inclusive, trabalhou com o Astaire e foi um dos  consultores de fotografia do filme!
A lendária editora de moda da Harper’s Bazaar, Diana Vreeland, em seu escritório (Foto: Getty Images)
Outra participação especial no elenco do filme foi a modelo Dovima, no papel de Marion, a caricata modelo “burra” – em contraponto com a personagem de Hepburn. Seu apelido, uma abreviação das primeiras sílabas de seu nome – Dorothy Virginia Margaret –, a marcou como uma das mais importantes “manequins” do século e ela foi uma favorita de Richard Avedon. Em 1955, posou para ele em Dovima with the Elephants, com o primeiro vestido criado por Yves Saint Laurent para a Dior. A foto foi publicada na Harper’s Bazaar em setembro daquele ano. Ainda além, o personagem do diretor de arte da Quality, Dovitch (Alex Gerry), foi baseado em Alexey Brodovicth, real diretor de arte da Harper’s Bazaar.
Marie Louise Bousquet, editora de Paris da Harper’s Bazaar, o fotógrafo Richard Avedon e Carmel Snow, editora-chefe da Harper’s Bazaar americana, em desfile da Dior de 1955 (Foto: Getty Images)
Na cena abertura do filme, um musical, a editora Maggie Prescott canta o icônico número Think Pink, ditando a tendência do rosa para a temporada de moda feminina. A música é uma brincadeira com o fato de que rosa era a cor favorita de Cristóbal Balenciaga – o costureiro espanhol por quem, na época e segundo colunas sociais, a editora-chefe da Harper’s Bazaar, Carmel Snow, tinha uma paixão secreta. No corte final do longa, a cena tem apenas 2:15 minutos, mas sua versão original se estende até 6:32. Na letra, os versos rimados aprofundam as referências à Harper’s Bazaar: “in pink, madame will be four star-able… / In pink, she’ll be Harper’s Bazaar-able!” (em resumo e tradução livre, a mulher de rosa seria digna de estar na Harper’s Bazaar).

O constante retorno ao tema, ao longo do filme, é explicada pelo sucesso da revista que, à época, já era publicada há 90 anos. Em 1958, um ano depois da estreia de Funny Face, o historiador de arte Philippe Jullian publicou o livro Café Society, sobre a decoração preferida nas casas da alta-sociedade. Segundo ele, toda casa chic tinha uma cópia da Harper’s Bazaar na mesa de centro. A publicação se tornou tão importante na decoração que o autor descreveu, com humor, a tendência como “Harper’s-Bizarre“!

Um ano antes do lançamento do filme, Audrey Hepburn estampou sua primeira capa de Bazaar, em abril de 1956, fotografada por Richard Avedon. Meses mais tarde, em outubro, ela voltaria para capa e, depois, mais uma vez em maio de 1957. A relação da atriz com a revista foi íntima e, até hoje, é uma das mais lembradas na história da paixão entre o cinema e a moda.
 
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