Foto: Arquivo Harper’s Bazaar
De acordo com dados de 2020, da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o Brasil figura na segunda posição entre os países que mais realizam procedimentos estéticos no mundo (1.3 milhão, ficando atrás apenas dos Estados Unidos com 1.5 milhão).
Entre as cirurgias mais procuradas estão a lipoaspiração, a abdominoplastia, a colocação de próteses mamárias e o lifting dessa região e de pálpebras. Esses procedimentos combinam com temperaturas amenas, pois durante o processo de cicatrização, o uso de cintas elásticas, por exemplo, se for o caso, é desconfortável no calor. Sem contar a tortura de ficar longe de praias e piscinas em pleno verão.
Não sem motivo, ainda de acordo com os dados da ISAPS, 60% das pessoas optam por esses tipos de cirurgia no inverno. Mas há os 40% que enfrentam a empreitada mesmo no calor. E as motivações são as mais variadas. Por exemplo: as férias de verão são prolongadas e, portanto, compatíveis com o período de resguardo necessário, há mais disponibilidade médica nessa época devido à diminuição de demanda por esses tipos de cirurgia ou, ainda, temperaturas amenas são raridade para aquelas que moram no norte ou nordeste do país. Se você se encaixa nesses 40%, veja as dicas de Laercio Guerra, cirurgião plástico de São Paulo, para que não haja nenhum problema no pós-operatório:
Inchaço
Toda área operada sofre um processo inflamatório que produz edema (inchaço). O calor, por conta da vasodilatação, também contribui para isso, principalmente quando há propensão à retenção líquida. “Isso significa que quem faz cirurgias em períodos quentes tende a ficar mais inchado que o normal. Para minimizar essa retenção, é importante garantir boa hidratação, tomando, em média, dois a dois litros e meio diários de água durante o período de recuperação”, diz Dr. Laercio.
Sol
Os raios UVA e UVB podem prejudicar a cicatrização e até ocasionar pigmentação nas áreas regeneradas, aumentando o risco de deixar marcas escuras na pele. Assim, está fora de cogitação a exposição direta ao sol em praias ou piscinas, qualquer que seja o horário, por um período entre dois a três meses, mesmo com o uso de bloqueadores solares. “Não adianta, ainda, tomar sol só nas pernas, quando se faz uma cirurgia de mamas, por exemplo, pois há uma ativação de hormônios relacionados ao escurecimento da pele que impactam no corpo todo”, avisa Dr. Laercio. Mais: é importante também um acompanhamento da cicatrização e, quando a exposição solar for liberada, usar filtros solares, como indicado habitualmente.
Drenagem linfática
Capaz de estimular o sistema linfático e eliminar os líquidos acumulados, esse procedimento beneficia o reparo da região operada e minimiza o risco de surgimento de equimoses (manchas roxas decorrentes da infiltração de sangue nos tecidos) e de fibroses (nódulos resultantes do processo de cicatrização). Em média, é recomendado duas a três sessões semanais, totalizando dez a vinte, dependendo da cirurgia. “Não é indicado fazer diariamente, na tentativa de obter maiores benefícios, pois é preciso de um tempo de descanso para que o organismo responda melhor a cada sessão”, afirma Dr. Laercio.
Temperatura ambiente
É interessante que os locais em que a paciente costuma ficar durante a recuperação estejam sempre bem arejados, a fim de evitar a transpiração excessiva. Isso tende a ser bastante desconfortável para aquelas que precisam usar cinta elástica, que normalmente já gera calor na região de uso. Nesse sentido, ar condicionado e ventiladores são sempre bem-vindos.
Cinta cirúrgica
O uso desse acessório no pós-operatório é importante para ajudar a diminuir o inchaço e também para auxiliar na recomposição do local mexido, como no caso de uma abdominoplastia. “Em conjunto com a drenagem linfática, isso é imprescindível para evitar a formação de fibroses na região subcutânea, que causam aspecto desagradável”, diz Dr. Laercio.
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