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Arlo Parks sobre novo álbum: “quero que sintam a essência da poesia”

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Foto: Divulgação
Arlo Parks tem apenas vinte e dois anos, mas com a sua inteligência emocional e repertório, qualquer um acreditaria que ela viveu muito mais do que isso. Nascida em Londres, a cantora iniciou a sua carreira em 2018 com o lançamento de seu single “Cola”. Mesmo uma jovem estreante no ramo, ela conseguiu atrair atenção nas redes sociais pelas suas palavras honestas e dolorosas sobre uma traição amorosa na adolescência.
Em 2019, ela lançou seu EP, “Super Sad Generation”, que colocou a jovem no radar como uma das musicistas mais promissoras dos últimos tempos. Com o seu álbum de estreia, “Collapsed in Sunbeams”, em 2021, Arlo foi levada ao reconhecimento mundial ao atingir sucesso nos charts, na crítica e, mais importante, entre os jovens que se identificam com ela.
E o que a torna distinta e especial dentre tantas outras artistas no ramo da música atual? A resposta é simples: há poucos que conseguem traduzir tanta sensibilidade sobre a dor do autoconhecimento e do crescimento quando Arlo Parks. Sucessos como “Black Dog”, que explora a depressão e os sentimentos de desamparo que isso invoca, ou “Eugene”, que conta a história de um amor não correspondido com uma menina que está em um relacionamento, colocaram a musicista em um patamar de identificação que muitos jovens estavam procurando.
A soma do talento com o diverso repertório que a cantora possui – resultado do seu amor ao cinema, à literatura e à música – a transforma em uma artista que tem a capacidade de impressionar qualquer um que entre em contato com as suas composições. Isso fica claro ao observar a admiração que a indústria e os adoradores da música têm por Arlo Parks, honrando-a com indicações para prêmios renomados, incluindo o Grammy e o BRIT Awards.
No dia 26 de maio, a cantora lança seu segundo álbum, “My Soft Machine”, que conta com colaborações de Phoebe Bridgers, Frank Ocean, Romil Hemnani (do grupo BROCKHAMPTON) e SZA.
Durante sua estadia no Brasil, para apresentação única em São Paulo nesta sexta-feira (19.05), durante o C6 Fest, a cantora parou para conversar com a Bazaar. Abaixo, Arlo Parks compartilha os seus pensamentos sobre o que é ser uma jovem artista e escritora atualmente, qual é o tamanho de seu amor pela música e como foi a produção de seu novo álbum.
Harper’s Bazaar – Quais são alguns dos temas ou tópicos que você se sente atraída como uma escritora na casa dos vinte anos?
Arlo Parks – Acho que a trajetória dos vinte anos é sobre encontrar seu lugar no mundo e experimentar. É sobre se colocar fora da casinha e descobrir o que você vai fazer a seguir, sabendo que ninguém mais pode tomar decisões por você. Também existem aquelas amizades da escola que estão se distanciando e, ao mesmo tempo, você está se aproximando de outras pessoas e encontrando seu poder dentro disso. Isso é algo que realmente me interessa: esses grandes relacionamentos que se unem ou se desfazem e como você se sente a partir disso. Daí se cria uma confiança em si mesma.
Nós mudamos muito quando somos jovens. Você já olhou para algo que escreveu no passado com algum tipo de arrependimento ou vergonha?
Há bastante coisa que não escreveria atualmente, mas vejo isso como parte da jornada. Tenho certeza de que Thom Yorke, do Radiohead, nunca escreveria algo como “Creep” nos dias de hoje, sabe? Isso é parte da jornada dele e é importante para pessoas além dele. Tento não pensar nisso dessa maneira.
Como você sente que cresceu ou evoluiu como artista entre o seu primeiro e segundo álbum?
É interessante porque minha abordagem à música e à composição não mudaram muito. Meu processo é o mesmo. Ainda sinto o mesmo tipo de animação e nervosismo, mas acho que cheguei a um ponto em que estou um pouco mais confiante. Sei o que quero. Estou coproduzindo muito mais minha música e me colocando no comando do que está acontecendo. Tenho essa visão completa e sinto que posso navegar em minhas próprias teias e fluxos criativos. No passado, ficava muito frustrada tentando terminar uma música e tendo sentimentos intensos de dúvida ou síndrome do impostor. Agora, posso apenas me permitir respirar, me dar um tempo e depois voltar ao trabalho de criação com um pouco mais de paciência.
Capa do “My Soft Machine” – Foto: Divulgação
Suas composições são muito pessoais. Isso afeta seu relacionamento com seus fãs? Eles vêm até você com suas próprias histórias pessoais?
Definitivamente, especialmente com músicas como “Black Dog” ou músicas que são sobre sexualidade, negritude e identidade. Muitas pessoas vêm até mim com histórias de conexões em um nível pessoal muito profundo e é lindo, porque me conecto com a música dessa forma também. Sinto isso com a Phoebe [Bridgers], por exemplo. Me conecto com a música dela de uma maneira profunda porque ela é tão vulnerável no que faz. É maravilhoso poder dar isso para outras pessoas.
Você se importa quando as pessoas interpretam suas letras de uma forma diferente da mensagem que queria passar?
Essa é a beleza de tudo isso. É por isso que compartilho minha música, porque se quisesse que fosse exatamente como escrevi, simplesmente teria guardado elas em meu computador e escutado sozinha. Acredito que é por isso que lançamos música: para que ela possa ter um milhão de significados diferentes para todo tipo de pessoa. Ela se torna algo maior do que apenas uma canção com uma história. Vão se criando um milhão de pequenos detalhes nela e isso é muito especial.
O que você acha do Brasil até agora? Como é sua relação com o público brasileiro?
Nunca estive no Brasil antes, ou na América Latina em geral. Essa é minha primeira vez. Já ouvi de outros músicos sobre esse sentimento forte de paixão e energia dos fãs do Brasil. Sei que aqui existe uma conexão muito forte com a música e a arte, então estou animada para tocar minhas músicas para o público brasileiro.
Existe alguma música em seu segundo álbum que tem um significado especial para você?
Diria que uma bem importante para mim é “Pegasus”, com a Phoebe Bridgers. Poder ter alguém, que cresci escutando, participando da minha música é incrível. A voz dela, em termos de poder de alcance e, até mesmo, a sua voz de canto, é tão pura e forte. Amo que ela é completamente ela mesma. Poder ter essa energia em meu álbum é muito especial.
E o que você espera que seus ouvintes levem deste álbum? Como ele se encaixa em sua carreira como um todo?
Quero que ainda sintam a essência da poesia e a maneira como eu vejo o mundo na música, mas quero que ela pareça diferente dessa vez. Acredito que cada álbum deve ser uma espécie de cápsula do tempo – como um registro de quem você é naquele momento, coerente com o meu crescimento e minha mudança como pessoa. Espero que as pessoas ainda sintam aquele senso de conforto e alívio que sentiram em “Collapsed in Sunbeams”, mas que desafie um pouco a ideia de quem sou como artista.
Qual é a diferença entre lançar um álbum durante o lockdown e agora?
Amo poder ter algumas experiências, como a minha primeira sessão de autógrafos e tocar as novas músicas ao vivo antes de serem lançadas. Acredito que isso combina com o que estou colocando ao mundo. Ser capaz de falar sobre as canções com pessoas diferentes ao redor do mundo, sobre o que os singles significaram para os fãs, ter entrevistas e estabelecer o contexto do que criei.
Foto: Divulgação
Qual o significado das colaborações neste álbum para você?
Era uma fã antes de me tornar uma artista. Sempre me senti como uma estudante da música, querendo realmente aprender e observar como outras pessoas fazem as coisas. Acredito que fazer este disco de maneira colaborativa me ensinou muito. Por exemplo, em uma música como “Devotion”, queria entrar nessa energia do Smashing Pumpkins, então trabalhei com produtores específicos que adoram esse som e um amigo, que cresceu com esses tipos de shows, me ajudou a trazer essa energia mais roqueira para a música. As pessoas que trabalharam comigo realmente se entregaram e foram muito gentis, compartilhando muito do seu conhecimento. Acho que isso tornou a música melhor.
Há algum artista com quem você gostaria de trabalhar que ainda não trabalhou?
Existem tantos! Pharrell ou Tyler, the Creator seria incrível. Adoraria fazer algo com boygenius. Isso seria maravilhoso, com certeza.
Há muitas referências a filmes e livros em seu trabalho. O próprio nome de seu álbum, “My Soft Machine”, vem de uma frase do filme “The Souvenir” (2019), de Joanna Hogg. Como a linguagem cinematográfica e literária falam com você como compositora?
Para mim, quando se trata de literatura, amo a maneira como as pessoas desenrolam histórias de maneiras diferentes. Trata-se da narrativa e de como fazer você se sentir conectado a um personagem que você nunca conheceu e nem mesmo vê, já que existe apenas em uma página. Amo como as pessoas colocam emoção real e intenção por trás de suas palavras. Acho que ler livros faz isso por mim e, além disso, é uma ótima fuga. Você se coloca em um mundo completamente diferente por um segundo. Em termos de filmes e mídias visuais, imagino minhas músicas como pequenas cenas de um filme. Gosto de ver esses pequenos detalhes – a maneira como os olhos de alguém parecem em determinada luz, em que bar eles estão ou como alguém reage quando está sendo abandonado… Todos esses pequenos detalhes que você veria em um filme. Tentar traduzir isso para a maneira como escrevo é muito importante para mim.
Qual é o melhor conselho que você já recebeu sobre sua carreira?
Não perca de vista porque começou a fazer tudo isso. E comecei porque amo música e amo escrever. Quero fazer coisas que façam me sentir bem. Grande parte de ser músico são esses momentos de viagens, conversas e shows, mas é preciso ter a certeza de que consigovoltar à essência de criar coisas boas e nunca perder de vista o porquê faço isso. É tudo pelo amor à música.
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