Foto: Arquivo Harper’s Bazaar
Por Ana Carolina Soares
Vibradores são deliciosos e a pandemia fez as vendas dispararem. Bem, isso você já sabe 😉 Mas o motivo por trás do boom das vendas é bem curioso. Divulgado no ano passado, um estudo realizado pela Cedar-Sinai Medical Center, nos Estados Unidos, aponta que médicos deveriam receitar o uso regular de vibradores para pacientes mulheres.
O artigo foi publicado na revista The Journal of Urology pela pesquisadora Alexandra Dubinskaya e enumera uma série de benefícios médicos, como melhora na saúde do assoalho pélvico, redução da dor vulvar e, especialmente, uma melhor qualidade de vida, despertando a independência emocional.
“Sex toys reduzem o estresse significativamente e também ajudam mulheres a se empoderar. É um excelente remédio, considerando que, segundo pesquisas, mais de 40% das brasileiras já foram agredidas, vítimas de relacionamentos tóxicos”, analisa o influencer Thales Baião, educador, especialista em vendas na internet.
A Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (Abeme) estima que o setor cresça, em média, 5% ao ano até 2027. O faturamento no ano passado, ainda bastante marcado pelo confinamento, teve alta de 12%.
“Assim como outros segmentos, o setor erótico precisou se adaptar durante a pandemia. A saída foi ampliar as vendas por meio das plataformas digitais. Contudo, devido às características do setor, percebeu-se que a internet foi uma forte aliada dos produtos sensuais”, avalia Baião.
Segundo o especialista, entrar em um sex shop e adquirir um produto erótico ainda são comportamentos que até hoje muitas pessoas evitam, mesmo tendo interesse pelos itens disponíveis. Mas isso está mudando (ainda bem!).
Um dos principais fatores que ajudam a quebra do tabu é justamente o comércio eletrônico, em que é possível escolher e encomendar um “brinquedinho” com toda discrição.
Os números são para comemorar! Ainda que as vendas em lojas físicas se sobressaiam, as transações digitais respondem por aproximadamente 33% do total do setor, percentual consideravelmente superior à média do varejo digital no Brasil (10%).
Além disso, o educador ressalta que o público mais jovem, mais acostumado a usar a internet, também tem uma mentalidade mais aberta no que diz respeito à atividade sexual.
“Os jovens adultos de hoje são os adolescentes que viram a internet e as redes sociais se consolidarem. Essa geração também costuma falar de forma mais franca sobre seus desejos e medos. Então, para eles, o tabu do sexo não é tão difícil de derrubar”, reflete o empresário.
E você? Já superou esse tabu e escolheu seu brinquedinho para guardar na mesa de cabeceira? Vale muito a pena experimentar 😉
@anacarolcsoares é jornalista desde 1994, ganhou prêmios e passou por grandes veículos de comunicação, trabalhando como repórter, editora, colunista e PR. É muito feliz também em cursos de tantra, fez mais de dez e até tirou certificado de terapeuta tântrica com Gilson Nakamura em janeiro de 2019, no método Deva Nishok. Dona de cachos assumidos e ama escrever sobre sexo, como a musa Carrie Bradshaw.
O post Ana Carolina Soares – “Boom dos sex toys é questão de saúde”, analisa educador Thales Baião apareceu primeiro em Harper’s Bazaar » Moda, beleza e estilo de vida em um só site.